Chegar, ver e vencer. Paulo Paula correu pela primeira vez em Sevilha e alcançou o seu melhor tempo na Maratona, 2h10m08, ao mesmo tempo que obteve os mínimos para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Aos 41 anos, o brasileiro provou mais uma vez que “velhos são os trapos”…

Foi a primeira vez que correu em Sevilha? O que achou da prova?
Foi a primeira vez que corri em Sevilha. É uma prova espetacular, onde a lebre levou o grupo até aos 35 km, dando assim a possibilidade de fazer uma prova tática onde todos os corredores que estavam no grupo tinham o objetivo de alcançar o índice olímpico. É uma prova com um percurso rápido e o clima ajudou muito. Foi um dia perfeito.

Ao olharmos as parciais da sua corrida, verificamos que foi um autêntico relógio suíço, já que o seu ritmo foi praticamente igual ao longo de todo o percurso. Teve esse cuidado na corrida? Ou seja, mesmo se sentindo mais forte do que esperava, sempre fez questão de controlar o ritmo para o tempo que acabou por alcançar?
A minha característica é essa, nos meus treinos já faço isso. Mantenho sempre o ritmo sem muita oscilação, pois assim consigo administrar melhor o meu tempo. Na prova, como estávamos num grupo grande, a lebre ditava o ritmo e só tínhamos que a seguir. Depois, a cada quilómetro após a saída do pace, alternamos entre o grupo, cada um puxando um pouco para não deixar o ritmo cair.

Os conselhos de Paulo Paula? Sangue, suor e lágrimas
Os conselhos de Paulo Paula? Sangue, suor e lágrimas

Poderia falar como foi a sua corrida? A estratégia, os momentos mais complicados, os mais significativos, etc.?
Como estava muito bem preparado e muito focado no meu objetivo, não senti dificuldades, não tive momentos complicados, corri bem tranquilo. A minha única estratégia é a que sempre uso: manter um ritmo constante.

Prefere provas com mais atletas, como Sevilha, ou provas com menos número de participantes?
Prefiro provas com muitos atletas de nível alto, pois a prova torna-se mais competitiva. Com atletas com a média dos meus tempos, fica mais fácil conseguir manter um bom nível.

Ficou surpreso com o apoio do público? O que poderia falar sobre o apoio popular que recebeu ao longo da corrida?
É sempre muito bom ter o apoio das pessoas durante o percurso, pois a Maratona, por ser uma prova longa, é muito massacrante. Se recebermos a energia e a vibração das pessoas, a corrida torna-se mais leve.

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Da sua vasta experiência, o que a Maratona de Sevilha tem de diferente?
Sevilha é um percurso rápido que proporciona a oportunidade de fazer um bom ritmo e conseguir boas marcas.

Quais os cinco conselhos de Paulo Paula para quem pretende correr a prova no próximo ano?
Os conselhos que eu dou não é somente para Sevilha, é para qualquer Maratona:

  • muita dedicação, seja você atleta amador ou de elite
  • fazer um treino de qualidade
  • preocupar-se com a hidratação
  • durante a preparação, descansar bastante, pois o descanso faz parte do treino e é fundamental

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