Judith Corachán Triatlo Espanha

Numa altura em que, até mesmo os atletas profissionais estão limitados nas suas ações devido à pandemia de COVID-19, a triatleta Judith Corachán encontrou uma solução engenhosa para treinar natação… na sua garagem.

Terceira classificada no Ironman da Nova Zelândia, a triatleta catalã Judith Corachán foi obrigada, a exemplo de muitos outros atletas profissionais espanhóis, proibidos de se deslocarem aos seus locais de treino pelo Estado de Emergência, a criar em casa as condições necessárias para manter a forma.

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E se, no que concerne à corrida e à bicicleta, as soluções são, à partida, fáceis de implementar, já no que concerne à natação tudo é bem mais difícil. Não para Judith, que decidiu instalar uma piscina desmontável na garagem da sua casa.

Com qualificação já assegurada para o Campeonato do Mundo de Ironman, que terá lugar na ilha de Kona, no Havaí, EUA, à partida e caso a pandemia de COVID-19 não obrigue ao seu adiamento a 10 de outubro deste ano, a catalã precisava de continuar a treinar e preparar-se para o momento decisivo. E a solução acabou passando por aquilo que a triatleta nos dá a ver no vídeo que aqui deixamos:

Sobre o impacto que a pandemia acabou tendo na sua vida, Judith ouCorachán recorda que a primeira dificuldade surgiu logo na viagem de regresso dos antípodas para Barcelona, a qual acabou demorando dois dias além do previsto, com uma escala não agendada pelo meio.

Já na Cidade Condal, Judith garante que a primeira semana decorreu sem problemas em termos de treinos, com as coisas a complicarem-se a partir da segunda semana. Impossibilitada de treinar na piscina do condomínio dos pais, por razões legais decorrentes do Estado de Emergência, acabou sendo o marido, triatleta amador, a encontrar a solução: uma piscina desmontável, colocada na garagem de casa, onde até aí havia estado o automóvel.

Mesmo a corrida, não garante a mesma evolução, quando praticada em casa, na passadeira, garante a triatleta. Foto: site Judith Corachán
Mesmo a corrida não garante a mesma evolução quando praticada em casa, na passadeira, garante a triatleta

A escolha possível recaiu numa piscina de segunda mão, com cerca de 3,0 m de comprimento e 1,10 m de altura (profundidade de não mais que 90 cm), na qual a atleta catalã é obrigada a nadar na diagonal e com os tornozelos presos por uns elásticos para, mesmo com as braçadas, consiga manter-se no mesmo local.

Em declarações à agência EFE, Judith Corachán revela que nada cerca de 20 minutos a cada 48 horas, ainda que, garante, se trate de uma atividade que nada tem a ver com nadar no mar ou numa piscina olímpica. «O único propósito deste exercício é o contato com a água», salienta.

Face às limitações impostas pelo Estado de Emergência, em Espanha, Judith Corachán teve de encontrar soluções de recurso, dentro de casa. Foto: Site Judith Corachán
Face às limitações impostas pelo Estado de Emergência, em Espanha, Judith Corachán teve de encontrar soluções de recurso dentro de casa

De resto, Judith conclui que até mesmo os treinos de corrida e bicicleta ficam aquém daquilo que são sessões reais de preparação para a competição, o que leva a triatleta a desabafar, também à EFE, que «a ideia era aproveitar o pico de forma assim que me recuperasse do Ironman da Nova Zelândia para voltar a competir. Infelizmente, neste momento, a sensação que tenho é que todo esse trabalho já feito foi deitado ao lixo, uma vez que, neste momento, nada mais consigo fazer que manutenção».