Esta sexta-feira começa o Mundial de Doha, com Portugal a apresentar uma das suas mais pequenas comitivas de sempre. Prova terminará a 6 de outubro.

O Mundial de Doha traz consigo uma enorme incógnita em termos de recetividade, já que muitos acreditam que o Khalifa Stadium, climatizado para evitar as temperaturas médias de 30º C e uma humidade que pode chegar a 70% (!!!), terá mais cadeiras vazias do que ocupadas. E a verdade é que temos 50 mil lugares no estádio…

O Mundial de Doha procura um nome para substituir Usain Bolt e Mo Farah. Poderia ser Eliud Kipchoge, mas o queniano preferiu abdicar da competição para alcançar algo que ninguém até hoje conseguiu: correr a Maratona em menos de 2h00, em Viena.

Também poderia ser o norte-americano Christian Coleman, de 23 anos, prata há dois anos em Londres, à frente de Usain Bolt e atrás do compatriota Justin Gatlin. No entanto, as recentes dúvidas de doping pairam sobre o velocista, inscrito nos 100 e 200 metros.

Assim, não há um nome claro e imediato em Doha, o que, para muitos, não deixa de ser um incentivo tendo em vista o desejo de sentar nos lugares vagos deixados por Bolt na velocidade e Farah nas provas de fundo.

Nos principais nomes do Mundial de Doha não há atletas de Portugal

Apesar de não haver um nome claro, muito provavelmente Noah Lyles, de 22 anos, poderá seu um dos nomes de Doha, muito devido a sua época nos 200 metros, quando conseguiu correr a distância em menos de 20 segundos por cinco vezes. Apesar de abdicar do hectómetro, o jovem norte-americano tem tudo para brilhar no deserto.

No masculino, destaque ainda para o jovem norueguês Jakob Ingebrigtsen, de apenas 19 anos, que pretende terminar com o domínio dos africano nos 1500 e 5000 metros depois de alcançar o título europeu.

Já no feminino, as jamaicanas Shelly-Ann Fraser-Pryce e Elaine Thompson e a holandesa Sifan Hassan reivindicam o protagonismo no Mundo da Corrida, que tem nos 400 metros com barreiras a prova mais esperada por todos, fruto do duelo entre Abderrahman Samba, Karsten Warholm e Rai Benjamin.

Portugal com domínio feminino no Mundial de Doha

Em relação a Portugal, a seleção nacional terá 15 atletas, um terço no triplo-salto, concretamente com Nelson Évora e Pedro Pichardo, nos masculinos, e Patrícia Mamona, Susana Costa e Evelise Veiga, no feminino.

No total, as cores de Portugal serão representadas por 11 mulheres e quatro homens:

  • Triplo – Nelson Évora e Pedro Pichardo
  • Peso – Francisco Belo
  • 50 km marcha – João Vieira
  • 100 metros – Lorene Bazolo
  • 400 metros – Cátia Azevedo
  • Triplo – Patrícia Mamona, Susana Costa e Evelise Veiga
  • Disco – Irina Rodrigues
  • Maratona – Salomé Rocha
  • 20 km marcha – Ana Cabecinha
  • 50 km marcha – Inês Henriques e Mara Ribeiro
  • Disco – Liliana Cá (convidada pela IAAF)

De salientar os nomes de João Vieira, que igualará Susana Feitor como os atletas com mais participações no Campeonato do Mundo (11), para Inês Henriques, segunda de sempre em femininos (nove), Nelson Évora, segundo lugar masculino com sete presenças, e Pedro Pichardo (cubano naturalizado português e medalha de prata em 2013 e 2015), que representará o nosso país pela primeira vez em Mundiais.

O historial de Portugal nos Mundias é o seguinte: