Por as limitações à actividade física não acontecerem apenas na Europa, 12 atletas profissionais foram detidos no Quénia após terem sido apanhados pelas autoridades a correr, em grupo, contrariando as mais recentes proibições impostas pelo governo queniano relativamente a ajuntamentos e corridas no exterior.

Segundo noticia o jornal queniano Daily Nation, os atletas, 10 quenianos e dois estrangeiros, terão sido conduzidos à esquadra de polícia da localidade de Iten, onde, posteriormente, se deslocaram responsáveis da Federação de Atletismo do Quénia para testemunharem a seu favor.

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Comentando o sucedido, o treinador Elkanah Ruto qualificou o incidente de lamentável e um risco para a vida dos corredores, assim como para o público em geral.

«Os atletas foram detidos pelas autoridades policiais em colaboração com o departamento de saúde do condado de Elgeyo-Marakwet. O mesmo departamento que já nos tinha informado sobre a forma de levar a cabo os nossos treinos, de forma a garantirmos a segurança de todos, relativamente ao coronavírus», afirmou Ruto.

Kipchoge é, hoje em dia, um dos rostos maiores do atletismo queniano
Kipchoge é, hoje em dia, um dos rostos maiores do atletismo queniano

Este caso acontece cerca de uma semana depois da Federação de Atletismo do Quénia ter decretado o fecho de todos os campos de treino no país, por tempo indeterminado. Ao mesmo tempo que instruiu todos os atletas para que mantivessem a distância social e treinassem sozinhos.

Infelizmente, e conforme o próprio Ruto fez questão de assinalar, alguns atletas estrangeiros chegaram já depois ao Quénia, desconhecendo as novas regras.

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