Correr à chuva

É um estudo que o afirma: ao contrário do que a maioria de nós pensa, o motivo que leva grande parte das pessoas a correr nada tem a ver com prazer, mas com a vontade de melhorar a imagem e, ao mesmo tempo, defender a saúde, tanto física como mental.

Esta conclusão é de um estudo levado a cabo pela Strava, popular aplicação utilizada hoje em dia por cerca de 50 milhões de pessoas, dos quais 25 mil, residentes em quase 200 países, aceitaram responder ao inquérito.

Segundo o mesmo trabalho, intitulado Why We Run, cerca de metade dos inquiridos não tem dúvidas em assumir que odeia correr (ou pelo menos que não têm qualquer prazer, algo que, diga-se, apenas 8% dos inquiridos disse sentir).

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Ainda assim, do extenso lote de descontentes, muitos não deixam de relacionar a corrida com «uma sensação de estabilidade ao nível mais profundo», descrevendo esta prática como a forma de «manter uma maior consciência de si mesmo e de responder à adversidade».

«Existe a consciência geral de que, exercitando o corpo, também se salvaguarda a mente», comentou o diretor de marketing da Strava, Simon Klima.

De resto, sentindo ou não prazer na corrida, a grande maioria dos inquiridos aponta a salvaguarda da saúde como a principal motivação para correr. sendo que 80% diz mesmo que começou a correr com o objetivo de se sentir mais saudável, mais forte e com mais energia.

Segundo o estudo da Strava, apenas 8% dos corredores diz sentir prazer ao fazer esta actividade física
Segundo o estudo da Strava, apenas 8% dos corredores diz sentir prazer ao fazer esta actividade física

Alemães entre os mais preocupados com o aspeto físico

Analisando os dados por país, 22% dos brasileiros afirmaram que começou a correr não por prazer, mas na sequência de um susto relacionado com a sua saúde. Motivo apontado apenas por 2% dos americanos, os quais têm na vontade de ganhar força física como principal motivo para correr (algo mais frequente entre as mulheres americanas, com 54% de respostas nesse sentido).

entre os corredores alemães, a principal razão (47%) foi o desejo de melhorar o aspeto físico, ao passo que, no Japão, 15% afirma que decidiu dedicar-se à corrida como forma de combater a ansiedade e a depressão.

Para Klima, trata-se de um sinal dos tempos devido «à pressão colocada pelas redes sociais no aspeto dos indivíduos. O que acaba funcionando como um factor motivacional extra na vontade que cada um tem em melhorar a sua imagem».

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Um largo universo de respostas

De referir que o estudo Why We Run, ou As razões por que corremos em português, teve por base respostas provenientes de nove países da América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa. As quais demonstram semelhanças nos motivos que levam as pessoas a correr, independentemente da região do globo.

Analisados segundo parâmetros pré-definidos, nomeadamente aquilo que entendem serem os benefícios da corrida e as razões que os levam a participar em grupos sociais de corrida, os inquiridos foram agrupados em cinco grandes grupos.

Variando entre corredores apaixonados, que correm em muitos contextos sociais e colhem benefícios psicossociais como realização e felicidade, e corredores atentos, que tendem a correr sozinhos. Ou ainda corredores relutantes, que raramente participam em corridas e são aqueles que menos se apercebem dos benefícios sociais ou psicológicos resultantes da corrida.

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