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A Maratona do Porto Sub-4h00 de Bruno Gonçalves

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Depois de conhecer a feira da prova e participar na corrida da véspera e da pasta party, Bruno Gonçalves finalmente corre a Maratona do Porto, após quatro meses de treino. Objetivo: correr em menos de 4h00, se possível a rondar os 3h45.

Às 9h deu-se o tiro de partida e lá fomos todos os aventureiros dos 42,195 km. A corrida começa tranquila, com a subida da Avenida da Boavista. Nesse primeiro km, o ritmo foi de 5m29/km.

A passar os 5 km vou com o ritmo médio de 5m14/km. Ia tranquilo, a tentar controlar a velocidade para não sentir o desgaste mais cedo do que o habitual, pois, em 2015, comecei mais depressa do que era suposto e depois tive a “recompensa” passado alguns quilómetros.

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Aos 10 km ainda continuava praticamente com o mesmo ritmo, 5m15/km. Após os 12 km senti que precisava de esticar mais um pouco e comecei a aumentar a velocidade, passando inclusive os pacers das 3h45.

Aos 15 km apresentava um ritmo médio de 5m12/km e senti que podia correr mais rápido e foi o que fiz. Aos 20 km desci o meu pace mais um pouco (5m10/km), o que voltou a acontecer aos 25 km, com um ritmo de 5m08/km.

Aqui, ainda pensei que conseguiria correr abaixo das 3h40, mas a Maratona é trapaceira, ela espera pelo melhor momento para dizer que quem manda é ela. Mas também temos de ser cabeça dura e pensar realmente no que queremos!

Bruno Gonçalves com receio de repetir desilusão de 2015

Aos 30 km ainda estava razoavelmente bem, com um ritmo médio de 5m10/km. Ao km 33 comecei a ter uns parciais “menos favoráveis”, 5m39/km, mas a quebra mais acentuada foi a partir dos 37 km e 38 km, sendo que fiz, respetivamente, 5m32/km e 5m48/km. Aos 35 km tinha passado com ritmo médio de 5m13/km…

Passo os 40 km com um ritmo médio de 5m17/km e, nesta altura, os pacers das 3h45 já tinham passado por mim. Mas ainda estava dentro do tempo para fazer 3h45. Continuei a muito custo, pensando de km a km, e sempre com o “diabinho do muro” a dizer para eu parar. E foram muitas vezes em que eu pensei nisso…

Aliás, houve uma vez, talvez perto dos 39 km, em que eu ia mesmo parar para caminhar, mas não sei o que aconteceu e lá tive um impulso que não deixou que isso acontecesse. O que foi algo muito positivo, já que, em 2015, parei certamente umas 10 vezes. Quando digo parar, é caminhar…

Aos 41 km tenho o meu parcial mais lento, 6m42/km. Mas faltava pouco, tinha de ir buscar aquela última energia que restava e, com a ajuda dos meus amigos, lá fui até à meta, a 5m40/km.

Como já vinha a reparar, o conta-quilómetro estava uns 200/300 metros mais à frente do que era previsto e, quando atingi os 42,195 km no meu relógio, parei a atividade (foi na subida para o Queimódromo) e continuei com todas as forças até ao fim, mas já sem grande energia.

Uma medalha conquistada com muito custo por Bruno Gonçalves

Cheguei à meta e o tempo líquido foi de 3h47.

Fiquei contente com o tempo que fiz, mas, durante aqueles breves quilómetros em que sentia que a velocidade já não era a mesma, comecei a ficar preocupado com a possibilidade de não só atingir ou ficar perto do meu objetivo, mas também de voltar à mesma história de 2015, ou seja, fazer a Maratona acima das 4h00.

Terminei a prova com um grande desgaste físico, já não me sentia assim há algum tempo. No entanto, passado meia-hora, já estava recuperado e pronto a entrar em brincadeiras.

Tanto eu como os meus amigos estivemos pelo Queimódromo mais um bocado e, após esta jornada, fomos comer a bela de uma francesinha, como é habitual.

Nunca me senti nervoso para ir correr a Maratona, talvez empolgado, mas jamais nervoso.

Despeço-me deixando os parabéns a todos os que concluíram a Maratona e aos que ficaram motivados para entrar nesta aventura.

Superem-se!

Na sexta-feira, Bruno Gonçalves revela as suas dicas para quem pretende um dia correr a Maratona, dicas para seguirmos antes e durante a prova.