Depois de Chris Nikic se ter convertido no primeiro atleta com síndrome de Down a completar um Full Ironman (3,8 km a nadar, 180 km de ciclismo e 42,195 km a correr), agora é a vez de Sam Holness desejar ser o primeiro autista no Mundial Ironman de Kona.

O britânico Sam Holness, de 27 anos, apoiado pela Hoka One One, entre outros patrocinadores, apresentou-se ao mundo com um vídeo onde revela que é chamado de Super-Sam, triatleta e, «casualmente», tem autismo.

Curiosamente, a história de Sam Holness está intimamente ligada a Portugal, já que foi em Cascais que o britânico fez a sua estreia na modalidade com o tempo de 6h15m59 no Ironman 70.3 (1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida). Agora, o sonho de estar em Kona, no Mundial.

Para isso, Sam Holness revelou que pretende realizar algumas maratonas ao longo do ano, apesar das inúmeras restrições respeitantes à Covid-19. Já a sua estreia no Full Ironman está agendada para o próximo dia 15 de maio, em Maiorca, Espanha. Três meses depois, nova experiência em Cork, na Escócia.

«O autismo permite-me estar muito concentrado e não me distrair facilmente, permite-me treinar duro e com inteligência. Nunca me rendo», afirma o britânico, que, além de sonhar ser o primeiro autista a terminar o Mundial de Kona, pretende ser o primeiro atleta autista profissional.

O treinador de Sam Holness é o seu pai, que salienta a determinação e o compromisso do filho. «Nunca diz chega…»

O seu autismo permite concentrar-se durante grandes períodos e realizar tarefas repetitivas do treino, o que pode ser uma vantagem sobre os atletas neurotípicos.»

Por fim, o atleta autista Sam Holness falou que ser um triatleta profissional não tem pontos negativos, já que pode dormir 12 horas e comer tudo o que deseja.

«É o melhor trabalho do mundo