Referência no Desporto da África do Sul, o ultramaratonista Nick Bester passou por uma situação complicada ao ser violentamente agredido na sequência de um assalto ocorrido numa altura em que treinava para uma Ultramaratona solidária.

Ex-vencedor da Comrades, por exemplo, o sul-africano Nick Bester foi vítima de um assalto violento numa altura em que treinava na montanha de Magaliesberg, nos arredores da cidade sul-africana de Pretória.

Bester estava a treinar para a Brightrock Battle of the Sports, ultramaratona solidária de mais de 200 quilómetros na qual participarão atletas de várias modalidades com o objetivo último de angariarem 100 milhões de rands (um pouco menos de cinco milhões de euros) para ajudar as vítimas do novo coronavírus.

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Em declarações à agência noticiosa AFP, um familiar do atleta sul-africano revelou que Nick Bester foi agredido por um grupo de várias pessoas, tendo ficado com costelas partidas, um osso da face partido, além de numeroso cortes profundos na cabeça.

O mesmo interveniente explicou ainda que o atleta sul-africano foi pontapeado, espancado com pedras, arrastado por uma colina e amarrado com as suas próprias roupas, acabando por conseguir escapar após deslizar de costas numa ravina.

Já o filho de Bester, Shaun-Nick, relatou à EWN Sports aquilo que o pai lhe contou já na cama do hospital, segundo o qual terá sido atacado «ao subir a montanha» por alguém lhe bateu por trás.

Foto: Nedbank Running Club Instagram

A partir daí, «três tipos à sua volta começaram a bater-lhe com pedras na cabeça. Pegaram na sua arma e acertaram-lhe no olho com ela. Levaram também o seu telemóvel e alguns cartões bancários. Forçaram-no a dar-lhes os códigos das contas. Por fim, amarraram-no, tiraram-lhe as calças e deixaram-no lá nas montanhas (…) . Tem sorte em estar vivo».

Neste momento, e depois de ter estado internado nos cuidados intensivos, Nick Bester recupera numa ala de cuidados cardíacos de um hospital de Pretória.

De referir apenas que esta não é a primeira vez que o treinador de Atletismo da equipa Nedbank Running Club é atacado enquanto treinava. Há 10 anos, passou pela mesma experiência, o que fez com que passasse a levar sempre consigo um revólver sempre que saía para treinar.

Algo que, no entanto, não evitou que voltasse a passar pelo mesmo trauma