Na maior parte das vezes um equipamento esquecido ou que os atletas optam por comprar em lojas, o kit de emergência, obrigatório no Trail (e não só), pode ser composto em casa de forma fácil e barata.

Não raras vezes esquecido e desvalorizado pelos atletas, a verdade é que o chamado kit de emergência, constituído por um conjunto de produtos médicos e de socorro básico, pode tornar-se a solução capaz de evitar que um qualquer acidente numa corrida resulte em algo bem mais grave, principalmente nas provas ou treinos de Trail.

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De resto, e porque um kit de emergência é algo fácil de montar, podendo mesmo ser personalizado de acordo com as necessidades de cada atleta, a revista Trail Run revelou como podemos fazer um kit na nossa casa.

  • Atenção ao peso e volume
    Sendo algo que deve andar sempre connosco, a composição de um kit de emergência deverá ter sempre em atenção o peso e o volume. Assim, o recomendável é que não ultrapasse as 100 gramas, incluindo não mais que entre cinco e 35 acessórios importantes para as mais variadas situações que possam vir a surgir. Quanto aos recipientes, não devem ter um tamanho maior do que um punho ou uma maçã, com medidas máximas de 10x5x5 centímetros e uma geometria que facilite a sua adaptação, além da retirada e colocação nas mochilas mais pequenas ou cheias (como é o caso, por exemplo, das embalagens cilíndricas ou sem arestas). Quanto ao material destas mesmas embalagens, deve ser de plástico, de preferência impermeável ou estanque, sendo que podemos adaptar recipientes de medicamentos ou de viagem, tudo dependendo do conteúdo que aí vamos colocar. O peso em vazio da maioria destes recipientes varia entre as 10 e as 20 gramas, pelo que ainda temos 80 ou 90 gramas extras para transportar e proteger o que precisamos
  • Opte por conteúdos adaptáveis
    Ao contrário dos kits de sobrevivência que compramos já feitos, o kit de emergência pode ser adaptado às nossas necessidades e segundo aquela que é a nossa experiência, nomeadamente quando àqueles que serão os incidentes que poderemos vir a encontrar: pequenas feridas, mal-estar, farpas, falta de luz, necessidade de pedir ajuda, etc. Assim, e pensando num kit com não mais de 55 gramas, deste devem fazer um apito minimalista, uma mini-lanterna potente (360 lumens) e com um alcance de mais de 50 metros, fósforos anti-tempestade (queimam mesmo com chuva ou vento) que devem ser acompanhados da respetiva tira áspera, kit para pequenas reparações, agulha para extração de pequenas lascas, um recipiente frontal impermeável de plástico reciclado, sabonete sólido para as mãos e medicamentos, entre os quais deve estar um anti-histamínico, ibuprofeno, antidiarreico e tabletes purificadores de água, além de iodo de povidona (Betadine) em doses únicas e algum dinheiro para emergências. Do kit também podem fazer parte fita adesiva, gaze e até uma micro-bússola
  • Não faça um kit de emergência, faça vários
    Até para que nunca fique em casa esquecido, é conveniente que façamos não um, mas vários kits de emergência e que os distribuamos pelas mochilas que costumamos utilizar ao correr. Dessa forma, nunca ficará esquecido, assim como nunca passaremos pela situação de, lembrando-nos de uma ou outra coisa, esta ande à solta na mochila com o risco de causar outros danos. Finalmente, é também conveniente que, de tempos a tempos, confirmemos a validade dos vários produtos que temos em cada um dos kits, para que, no caso do momento surgir, não nos deparemos com produtos já fora de validade ou estragados