Diogo Simão é o único português presente no sempre épico Tor des Glacier (448 km / 37319 D+), que, este ano, conta com 56 atletas, 53 homens e três mulheres.

Correr o emblemático Tor des Glacier não é para todos, não só devido à distância e desnível positivo, mas também por ser necessário ter concluído o Tor des Geants em menos de 130 horas (349,3 km / 30879D).

Os 448 km da Tor des Glacier devem ser concluídos em até 190 horas e tem início e chegada em Courmayeur, no Vale de Aosta, em Itália. A prova começou no passado dia 10 e termina a 19 de setembro.

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No total, e segundo a página do Facebook Armada Lusa no Tor des Geantes, de Orlando Duarte, onde podemos acompanhar a prova in loco, a prova «inclui 85 pontos de passagem referenciados com altitude que vão desde os 330 metros até aos 3299 metros, numa média de 2241 metros». Destes, temos 8 cumes acima dos 3000 metros (média 3128 metros) e 55 acima dos 2000 metros (média 2442 metros).

Ou seja, um desafio muito restrito e apenas alcançável para alguns.

«Nenhum seguimento é feito fora da marcação regional oficial. Os corredores orientar-se-ão-se com seu próprio GPS. O atleta deve esperar enfrentar diferentes condições climáticas, dia e noite, entre diferentes pontos de assistência. Portanto, essas características particulares condicionam a escolha da roupa e de todo o equipamento necessário.»

Este ano, Itália e França são os países mais representados, cada um com mais de uma dezena. Portugal conta com Diogo Simão (BA&N Communications Consultancy e Fleed), que regressa a uma prova onde já esteve em 2019 (22.º colocado, com 182h43m45).