A queniana Peres Jepchirchir escreveu o seu nome na história da Maratona de Nova Iorque ao ser a primeira campeã olímpica a vencer a prova no mesmo ano, precisamente na 50.ª edição da corrida.

Peres Jepchirchir controlou por completo a prova feminina da Maratona de Nova Iorque. Após o ataque no km 30, a queniana conseguiu dividir o grupo, mantendo apenas duas atletas na sua perseguição: as etíopes Aga e Ababel Yeshaneh. A primeira perdeu pouco depois fôlego e foi ultrapassada pela queniana Viola Cheptoo.

O trio manteve-se unido até pouco antes da entrada no Central Park, quando Jepchirchir atacou novamente e só parou na meta com o tempo de 2h22m39. Nas posições seguintes ficaram Violah Lagat, com 2h22m44, e a etíope Ababel Yeshaneh, com 2h22m52.

Peres Jepchirchir é a terceira mulher a vencer uma Major no mesmo ano em que venceu o ouro olímpico na Maratona. As anteriores foram Rosa Mota, em 1988 (Boston), e Jemima Sumgong, em 2016 (Londres).

No masculino, o grande vencedor foi Albert Korir, após terminar a Maratona de Nova Iorque de 2019 no segundo lugar.

Apesar da presença de Kenenisa Bekele (terminou na sexta posição), que correu a Maratona de Berlim há cerca de 40 dias, o queniano conseguiu controlar os ataques ao longo da corrida para, a partir do km 30, ditar o seu ritmo, que apenas foi acompanhado por Kibiwott Kandie (recordista mundial da Meia, com 57m32, que fez a sua estreia na Maratona). 

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Apesar do sofrimento nos quilómetros finais, a verdade é que Albert Korir conseguiu alcançar o desejado triunfo com o registo de 2h08m22. Uma vitória comemorada com um salto no cruzar da meta, uma imagem que já faz furor nas redes sociais.

Atrás ficaram o marroquino Mohamed El Aaraby, com mais 44 segundos, e o italiano Eyob Faniel, com 2h09m52. Já Bekele registou 2h12m52 e Kandie terminou com o tempo de 2h13m43 (nona posição).