Após correr 7 maratonas em 7 dias, a corredora Sarah Thomson, de 28 anos, foi dada como desaparecida. Felizmente, foi agora encontrada. Mas com um caso clínico de depressão, a atleta pediu para acabarem de vez com as mensagens negativas que tem recebido.

Sarah Thomson participou no desafio 7 maratonas em 7 dias com o foco de arrecadar fundos para a instituição de caridade de saúde mental Mind. Um objetivo que concluiu na passada terça-feira, com a última Maratona a ser concluída em 3h40.

De referir que, mal acabou o seu desafio na passada terça-feira, Sarah Thomson escreveu na sua conta do Facebook que decidiu correr a prova em parte para ajudar a si própria.

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«Quando tomei a decisão de correr as 7 em 7, a motivação principal foi salvar a minha própria cabeça. Olhei para trás, para a minha vida, e identifiquei o que fazia quando estava realmente feliz e o que faltava agora. Percebi que o desporto é definitivamente um grande fator de felicidade para mim.»

No entanto, no sábado, as autoridades policiais foram chamadas, já que Sarah Thomson desaparecera. As buscas em Newquay, Cornwall, começaram e temeu-se o pior.

Felizmente, a maratonista foi encontrada no domingo à noite, para felicidade dos familiares e amigos, mas  também de toda a comunidade da corrida.

Mas o inferno não terminou. O mais recente post de Sarah Thomson no Facebook mostra um pouco dos problemas que a atleta atravessa. Criticada por desaparecer, a maratonista pediu para que as pessoas não enviassem mais comentários ofensivos:

«Lamento muito a preocupação causada nos últimos dias. Lamento ainda mais a pressão sobre as autoridades policiais, que estiveram à minha procura. O nível de culpa, tristeza e inutilidade que sinto agora é simplesmente indescritível. Compreendo ser fácil olhar para isto de fora e enviar mensagens bastante duras e rudes em resposta ao que aconteceu, mas posso garantir que isso não torna a situação melhor para ninguém. Já estou em baixo há muito tempo e, desesperadamente, agarrei-me às maratonas e ao trabalho voluntário para entregar uma fração do que recebi na minha vida. Mas sei que não posso pagar tudo. Por favor… Na verdade, imploro: não enviem mais mensagens tão desagradáveis. O pequeno fio ao qual estou agarrada para salvar a minha vida fica um pouco mais fino cada vez que recebo um comentário menos positivo (…) Há uma diferença colossal entre sentir-se triste e ansiosa e ter uma doença diagnosticada de depressão e ansiedade… É uma margem ínfima.»