Um dia depois do queniano Eliud Kipchoge ter demonstrado de que o Homem pode correr a Maratona em menos de 2h00, a sua compatriota Brigid Kosgei registou um novo recorde do mundo na distância, concretamente em Chicago. É a primeira mulher a correr os 42,195 km em menos de 2h15.

Há 16 anos que ninguém conseguia superar a marca da britânica Paula Radcliff, que, a 13 de abril de 2003, em Londres, correu a Maratona em 2h15m25.

No entanto, este domingo, a queniana Brigid Kosgei, talvez impulsionada pela façanha do seu compatriota Kipchoge, conseguiu finalmente ultrapassar o tempo da britânica, sendo agora a primeira mulher a correr os 42,195 km em menos de 2h15, concretamente 2h14m04 (66m59+67m05).

Kosgei, de 25 anos, defendia o seu título em Chicago (2h18m35) e, este ano, já tinha ganho precisamente a Maratona de Londres, em abril.

Recorde-se que a queniana, no passado dia 8 de setembro, correu a Meia-maratona de Newcastle em 1h04m34, o tempo mais rápido de sempre, embora não seja um registo reconhecido pela IAAF.

Antes deste domingo, Kosgei tinha como melhor marca pessoal 2h18m20, sétimo tempo de sempre na ocasião (hoje décimo), precisamente o registo que alcançou este ano em Londres.

Atrás da queniana ficaram as etíopes Ababel Yeshaneh (2h20m51) e Gelete Burka (2h20m55). A melhor norte-americana foi quarta, Emma Bates, com 2h25m27.

Pelo triunfo e recorde do mundo, Kosgei vai levar para casa um cheque de cerca de 159 mil euros (720 mil reais).

Na prova masculina, outro triunfo queniano, num fim-de-semana de sonho para o país. Lawrence Cherono registou 2h05m45 (o seu melhor tempo é 2h04m06, Amesterdão 2018).

É a sua quinta vitória nas últimas 6 Maratonas. Atrás ficaram os etíopes Dejene Debela (2h05m46) e Asefa Mengstu (2h05m48) e o quenianoBedan Karoki (2h05m53).

Nota ainda para o britânico Mo Farah, que defendia o título. Hoje foi nono colocado, com 2h09m58.

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