Rosie Swale-Pope

Conhecida autora, aventureira e maratonista britânica, Rosie Swale-Pope, de 73 anos, assumiu, há quase dois anos, um novo desafio: cumprir uma jornada de quase 9.700 quilómetros a correr até Katmandu para ajudar comunidades no Nepal, devastadas pelo terramoto de 2015.

Confrontada com as necessidades da população nepalesa, em termos de saúde, educação e condições de vida, na sequência do devastador terramoto que atingiu o Nepal, em 2015, Rosie Swale-Pope defendeu, em declarações à CBS, que «não se trata de dar de comer às pessoas, mas ajudar esse talentoso povo a fazer crescer a sua própria comida».

Residente em Tenby, País de Gales, a britânica começou esta sua jornada em Brighton, cidade inglesa junto ao Canal da Mancha, em julho de 2018, altura a partir da qual passou a percorrer cerca de 20 quilómetros por dia atravessando vários países europeus.

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Entretanto, e depois de já ter passado por 12 países, Rosie acaba de chegar a Istambul, na Turquia, tendo como próximo destino intermédio a Geórgia. Sempre com a certeza de que «nunca sei onde vou dormir. Já dormi no campo, na rua, sendo que, no dia seguinte, levanto-me e começo a correr».

Recorde-se que, apesar do terramoto ter acontecido há já cinco anos, ter morto cerca de 9000 pessoas e destruído quase um milhão de casas e edifícios, a população do Nepal continua a sofrer as consequência do sismo de magnitude 7,8.

Uma mulher de causas

Conhecida pela sua ligação às causas sociais e de caridade, não é a primeira vez que Rosie Swale-Pope se envolve num desafio deste género. Reconhecida como uma das grandes corredoras mundiais neste tipo de distâncias, a britânica já correu uma volta ao mundo em 2004, que durou cinco anos, também com o objetivo de angariar fundos para beneficiência.

Apesar de contar já 73 anos, Rosie Swale-Pope recusa-se a abrandar... sendo que, a sua próxima meta, está em Katmandu, no Nepal
Apesar de contar já 73 anos, Rosie Swale-Pope recusa-se a abrandar… sendo que, a sua próxima meta, está em Katmandu, no Nepal

Já depois disso, em 2015, percorreu os EUA a correr, de Nova Iorque a São Francisco, com o propósito de homenagear o seu marido, Clive, que morreu de cancro da próstata.

A par destes desafios, Rosie Swale-Pope também já atravessou sozinha o Atlântico, ligando o Reino Unido aos EUA, numa embarcação de 17 pés.

Apesar de todas estas aventuras, a maratonista britânica não deixa, ainda assim, de considerar-se «uma pessoa vulgar», «idosa», mas também alguém que tem a oportunidade de «conhecer pessoas que, de outra forma, não conheceria».