O momento mais complicado de Rui Martins nos 200 km que correu em 30 horas foi na IC 1, com o excesso de velocidade de carros e camiões.

Qual foi o momento mais complicado dos 200 km?
O momento mais complicado foi na IC 1, onde os carros e os camiões andavam muito acima do limite. Com a chuva e o vento, eu era puxado para a estrada

E o que ainda recorda desses 200 km?
Recordo a minha equipa super-animada, com música em altos berros nas intermináveis retas nas quais não se via nada, nem casas.

Neste tipo de desafios, o que impressiona muito as pessoas é correr durante toda a noite. Como foi e qual a estratégia para não parar e descansar?
Fui obrigado a descansar para estar atento a estrada e também porque tive problemas num pé. A noite é mais cansativa, mas é quando gosto mais de correr. O tempo passa mais rápido…

Mas chegou a dormir em algum momento?
Dormi duas horas em duas ocasiões.

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Do trajeto, qual a parte mais bonita?
A parte mais bonita foi de Odivelas até Alcácer do Sal, embora a altimetria era assustadora. Foi muito bonito ver o nascer do Sol no meio do nevoeiro

Ficou surpreendido com algo?
Fiquei surpreendido com as duas receções.

Poderia falar sobre o seu apoio logístico? Quem eram e a importância deles para a conclusão desta iniciativa?
Só é possível fazer uma coisa destas com uma grande equipa, uma equipa que te passe energia e que não te crie problemas, mas soluções. E a verdade é que não poderia ter uma melhor equipa: Miguel Carneiro, Luis Melato, Fernando Alves e Pedro Contreras.

Durante os 200 km foi acompanhado em alguns momentos por populares?
Tivemos algumas interações muito genuínas com os populares, principalmente no Alentejo.

O que retira desta experiência?
Retiro que o objetivo foi alcançado. Muito para além do valor angariado, foi o conseguir contatos e fazer com que os utentes da APCL se sentissem importantes em algo do género. A alegria e a receção com que me receberam, a mim e a minha equipa, é algo que nenhum de nós esquecerá.

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