Tal como muitos previam, a Maratona de Nova Iorque acaba de ser oficialmente cancelada devido à situação em que a Big Apple vive, fruto da pandemia de coronavírus. No entanto, o que nem todos nós faz a mínima ideia é o impacto financeiro que a decisão trouxe para a cidade e os seus habitantes…

Encarada pelas próprias autoridades de Nova Iorque como um dos principais eventos realizados na Big Apple, a New York Marathon reúne, todos os anos, milhares de corredores, os quais, além da agitação, deixam também na cidade enormes quantidades de dinheiro durante o curto período que aí passam.

De resto, e a confirmar esta ideia, um estudo de impacto financeiro já realizado conclui que os milhares de atletas que cumprem os 42,195 quilómetros nova-iorquinos garantem aos cofres da cidade mais de 400 milhões de euros!

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A contribuir grandemente para esta cifra, o facto do número de pretendentes a um dorsal mais do que duplicar os 50.000 atletas cuja participação acaba sendo aceite.

Em 2018, por exemplo, inscreveram-se para ganhar um dorsal da Maratona de Nova Iorque um total de 105.184 corredores, sendo que, dos 50 mil que o conseguiram, 15%, ou seja, 4.502 atletas, eram estrangeiros e tiveram custos mais elevados decorrentes da sua participação: viagens, estadia, alimentação, etc.

Aliás, os próprios custos com o dorsal, uma vez garantido pela organização, diferem de norte-americano para estrangeiro: enquanto um residente nos EUA paga 255 dólares (cerca de 226 euros) pelo seu dorsal, um estrangeiro tem de pagar 358 dólares, poucos mais de 317 euros.

No entanto, importa também salientar que, em 2018, foi um dos anos que menor participação de estrangeiros registou. Em média, este número ronda o dobro, ou seja, cerca de 30%, sendo que os participantes estrangeiros provêm, em média, de cerca de 130 países.