Kilian Jornet foi o grande vencedor da edição Sierre-Zinal 2020, uma prova que não se realizou em agosto, como habitualmente, e foi revelada no último momento. No feminino, o triunfo foi para a suíça Maude Mathys.

Uma das corridas mais tradicionais do Mundo do Trail, Kilian Jornet mostrou mais uma vez a sua performance numa prova que reuniu apenas 39 atletas, a sua grande maioria oriundos da equipa Salomon.

O catalão venceu a prova (31 km, 2.200m positivos y 1.100m negativos) com o tempo de 2h33m15. O melhor tempo da corridA, na sua posse e alcançado o ano passado, é de 2h25m35.

De referir que a edição deste ano da Sierre-Zinal manteve-se em segredo para muitos. Inicialmente remarcada de 9 de agosto para 13 de setembro, foi cancelada em definitivo, embora era possível correr virtualmente a prova, entre 18 de agosto e 18 de setembro, garantindo os melhores tempos cinco lugares para a Golden Trail World Championship, que será realizada nos Açores no final de outubro.

LEIA TAMBÉM
Kilian Jornet vai estrear-se nos 10 km em asfalto na Noruega

A espanhola Núria Gil (3h29m28) e o francês Frédéric Tranchand (2h33m45) têm até ao momento o melhor tempo na corrida virtual, que foi prolongada até 1 de outubro. A novidade foi a realização da prova física, que ninguém esperava e que foi mantida em segredo durante este tempo todo.

Sem anúncio prévio para evitar aglomerações (a prova reúne anualmente cerca de 5.000 espetadores), primeiro saíram as mulheres e, 15 minutos depois, os homens. Nos primeiros metros, com as máscaras colocadas. De salientar ainda que, nos abastecimentos, os atletas encontravam uma caixa com os seus nomes.

No masculino, Jornet começou a ver a vitória a partir do km 23,5, já que o suíço Rémi Bonnet (2h34m17) e o italiano Davide Magnini (2h36m05) não conseguiram acompanhar o ingernal ritmo do catalão na última parte da corrida.

Maude Mathys, como Kilian Jornet, venceu Sierre-Zinal 2020
Maude Mathys, como Kilian Jornet, venceu Sierre-Zinal 2020

No feminino, Maude Mathys, com 2h48m48, confirmou o seu favoritismo (vencedora do ano passado, com o até então recorde da prova, com 2h49m20. De referir, no entanto, que o percurso este ano sofreu uma ligeira alteração). Atrás ficaram a francesa Anaïs Sabriè (2h59m06) e a ex-ciclista profissional Emma Pooley (3h05m39), um excelente resultado para a britânica.

FOTOS: Instagram Salomon