Trials EUA Maratona
Foto: Facebook US Olympic Team Trials

Medalha de bronze na Maratona dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, Brasil, o norte-americano Galen Rupp confirmou as expetativas que sobre si recaíam e garantiu um lugar na equipa nacional norte-americana que vai correr a Maratona masculina nos JO2020. E, diga-se, com o melhor tempo dos Trials!

Cumprido um longo período de 16 meses sem conseguir terminar uma Maratona – a última havia sido a Maratona de Chicago de 2018 – e durante o qual foi inclusivamente sujeito a uma operação ao calcanhar para reparar o tendão de Aquiles e uma deformidade de Haglund (uma protuberância óssea no calcanhar), eis que o medalha de bronze na Maratona dos Jogos Olímpicos de 2016 regressa às luzes da ribalta dando sinais de que está pronto para voltar a vencer!

Com o longo período de lesões, ao que parece, já ultrapassado, Galen Rupp começou por, já no início de Fevereiro, vencer a Meia-maratona de Mesa, no estado norte-americano do Arizona, em 1h01m19, triunfo surgido já com Mike Smith como seu treinador. Isso depois da desilusão que foi, no Verão de 2019, ter participado na Maratona de Chicago, quando desistiu ao km 37 com uma distensão na barriga da perna.

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De resto, importa recordar que, neste período azarado, Rupp ficou igualmente sem o treinador que o havia ajudado a ganhar projeção: Alberto Salazar, o técnico que foi recentemente suspenso por quatro anos de todas as competições por violação das regras anti-doping e que era também o principal mentor do famoso Projecto Nike Oregon, no qual Galen estava integrado.

Entretanto, recuperado destes embates, o maratonista conseguiu qualificar-se para aqueles que foram os seus segundos Trials e, desta feita, visando o apuramento para a Maratona dos JO2020, em Tóquio. E a verdade é que, apesar das muitas dúvidas que sobre si pairavam, Gale Rupp acabou conseguindo ser o mais rápido, ao terminar com o tempo de 2h09m20.

Presente, pela segunda vez, nuns Trials da Maratona , desta feita, para os JO2020, Galen Rupp confirmou que o azar já ficou para trás
Presente, pela segunda vez, nuns Trials da Maratona , desta feita para os JO2020, Galen Rupp confirmou que o azar já ficou para trás

A corrida

A vitória nos Trials da Maratona masculina para os JO2020, diga-se, foi conseguida praticamente quando faltavam cerca de 16 km para o final, altura em que Rupp atacou e deixou para trás os rivais mais diretos. Todos eles com a particularidade de terem nascido em África e se terem posteriormente naturalizado: Leonard Korir, Abdi Abdirahman e Augustus Maiyo.

A este grupo juntou-se, depois e já nos últimos quilómetros, um surpreendente Jacob Riley, de regresso após uma travessia do deserto que o manteve fora da competição em 2017 e 2018 para ser operado ao tendão de Aquiles. Foi quando faltava cerca de um quilómetro e meio para a meta que Riley e Abdirahman deixaram Korir para trás, abrindo uma vantagem de cerca de 20 metros sobre os perseguidores.

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Já perto do final, Korir ainda conseguiu diminuir a diferença para cerca de quatro metros, mostrando-se, porém, impotente para impedir que Jacob Riley terminasse no segundo lugar, com o tempo de 2h10m02, e Abdihakem Abdirahman fosse terceiro, com as mesmas 2h10m02s.

No caso de Abdirahman, com o prémio extra desta ser a quinta vez que integra a equipa olímpica norte-americana, resultado dos seus 43 anos. Idade que fez dele o atleta mais velho a disputar as eliminatórias…