Jakob Ingebrigtsen

Depois da conquista do recorde da Europa dos 1.500 metros, durante a etapa monegasca da Liga Diamante, no passado fim-de-semana, Jakob Ingebrigtsen explicou como conseguiu correr a distância em 3m28s68, melhorando a marca obtida pelo britânico Mohamed Farah (3m28s81) em 2013. Ainda que, confesse, tenha sido «uma loucura».

Além de ter fixado um novo recorde da Europa dos 1.500 metros, o mais jovem dos irmãos Ingebrigtsen conseguiu, igualmente e com a sua marca, estabelecer o oitavo melhor tempo de sempre na distância, passando assim a integrar uma lista que continua encabeçada por Hicham El Gerrouj, com o tempo de 3m26s00.

«Senti que consegui manter sempre o mesmo ritmo… sendo que passar de 3m30 para 3m28 é uma loucura», começou por afirmar Jakob Ingebrigtsen, que até aqui tinha como melhor marca nos 1.500m 3m30s16.

No entanto, e apesar de ter feito a sua melhor marca na distância, Jakob Ingebrigtsen não foi além do segundo lugar na corrida, no Mónaco, ficando atrás do queniano Thimothy Cheruiyot, que fixou a melhor marca mundial do ano com o tempo de 3m28s68.

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«É uma barbaridade, nem eu próprio consigo acreditar no recorde que alcancei», reconheceu Jakob.  «Este ano não perdi uma única sessão de treino, desde logo porque sentia-me muito motivado depois de Doha. Acho que foi por isso que acabei conseguindo correr tão rápido.»

«Foi realmente incrível correr tão rápido numa só prova», desabafou o norueguês, considerando que, tratou-se de «uma oportunidade, uma única oportunidade».

Recordar, de resto, que o Estádio Louis II, no Mónaco, é uma pista que parece favorecer os corredores de meia distância na sua procura pelos melhores tempos.

A demonstrá-lo o registo do britânico Jake Wightman, que, com o tempo de 3m29s47, garantiu o quarto lugar na lista das melhores marcas europeias de sempre nos 1.500m, ficando à frente de Sebastian Coe (3m29s77) e Steve Cram (3m29s67).