Demonstração do impacto que a pandemia tem tido também nos atletas de alta competição, surge o caso da velocista britânica Dina Asher-Smith. Atleta que, embora já esteja a participar em alguns eventos de pista coberta, confessa que, devido ao confinamento, foi obrigada a recorrer a um psicólogo.

Segundo explicou Dina Asher-Smith, o sinal surgiu na sequência do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, altura em que decidiu procurar ajuda junto de um psicólogo da Federação de Atletismo da Grã-Bretanha.

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«Com a chegada da pandemia, disse para mim própria: “Ok, asseguremo-nos que vamos continuar mentalmente bem”», recordou Dina Asher-Smith à Women’s Health, acrescentando que a primeira coisa que fez foi «procurar um psicólogo que me ajudasse a ultrapassar toda a esta situação. Após ter trabalhado durante tanto tempo e arduamente para este objetivo, não podia permitir que uma pandemia me arruinasse também os próximos anos».

A velocista, que venceu os 60 metros no recente Meeting de Pista Coberta de Karlsruhe, na Alemanha, recorda que, «pela primeira vez teremos cinco anos entre Jogos Olímpicos, algo que nunca havia acontecido no Atletismo. A única forma de enfrentar tudo isto e dares o melhor de ti é manter o estado de espírito adequado».

Finalmente, e já falando sobre temas mais pessoais, a britânica garante que, «acreditem ou não, quando estava na escola, era uma miúda bastante tímida. No entanto, com o passar dos anos e à medida que te tornas conhecida, apercebes-te que, infelizmente, ser atleta de alta competição não se coaduna com timidez».