A etíope Etaferahu Temesgen Wodaj foi suspensa por 12 anos por ter consumido EPO e testosterona, mas também por falsificar documentos para justificar o resultado positivo do controlo antidpoing.

Maratonista de 30 anos, Wodaj estava suspensa provisoriamente desde novembro de 2019. Agora, está suspensa por 12 anos, revelou a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU).

Recorde-se que, em 2018, Etaferahu Temesgen Wodaj  venceu a Maratona do México com o tempo de 2h40m10. Um ano depois, foi sexta colocada na Maratona de Toronto, com o tempo de 2h27m21…

Após análises, Wodaj acusou o consumo de EPO e testosterona. A etíope, entretanto, apresentou um certificado médico a justificar o consumo dos produtos proibidos para tratamento de um problema. A AIU exigiu a atleta o original do certificado, assim como o nome do médico que tinha assinado o certificado.

Wodaj não acatou o pedido da entidade, apresentando novos documentos médicos e um novo certificado procedente do hospital Tikur Anbessa.

A AIU, não satisfeita, decidiu então investigar a autenticidade dos documentos, com a colaboração da Organização Nacional Antidopagem da Etiópia.

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E o que a AIU descobriu é que a clínica AS Medium tinha cessado a sua atividade a 9 de Setembro, três semanas antes da suposta visita da atleta ao referido centro médico. Mas há mais: o responsável que assinava os documentos não estava registado como médico e, no hospital Tikur Anbessa, não havia nenhuma presença de Wodaj.

Ou seja, os papéis falsificados acabaram por penalizar ainda mais a sua pena, concretamente para 12 anos.