Devido a pandemia do coronavírus, o atleta sul-africano Akani Simbine lidera os 100 metros da atualidade, já que muitos ídolos do Atletismo não conseguiram registar novas marcas na distância.

A covid-19 apanhou o mundo de surpresa e, no Atletismo, não foi diferente, o que acabou por ditar que apenas os atletas de pista coberta conseguissem participar em grades torneios.

Deste modo, foram registados três recordes mundiais por dois atletas: a venezuelana Yulimar Rojas, que, em Madrid, saltou 15m43 no triplo salto; e o sueco Arnaud Duplantis, que, em Torun e em Glasgow, no salto com vara, saltou 6m17 m e 6m18 m, respetivamente.

Mas a verdade é que todos esperavam com grande expetativa o início da temporada ao ar livre, principalmente para vermos as estrelas Christian Coleman, Justin Gatlin, Noah Lyles e o próprio Andre de Grasse, por exemplo.

Todavia, e devido a pandemia do coronavírus, tudo ficou adiado, inclusive a sempre apaixonante Diamond League, que, felizmente, está próxima de ser reprogramada para assim todos podermos seguir os melhores atletas do mundo, principalmente nos 100 metros, uma das competições de mais proeminência no Atletismo.

 O rei dos 100 metros Akani Simbine

O sul-africano Akani Simbine é, hoje, o soberano dos 100 metros, superando nomes como Christian Coleman, Andre de Grasse, Noah Lyles e Justin Gatlin, já que todos ainda não conseguiram alcançar grandes marcas no decorrer deste ano.

Na realidade, Simbine detém o título do homem mais veloz de 2020. O campeão africano, de 26 anos, teve uma atuação destacada no passado Campeonato de Atletismo Gauteng North, em Pretória, África do Sul, no mês de março.

Nas eliminatórias, o sul-africano registou 9s91, tornando-se no primeiro atleta do ano a obter uma marca inferior a 10 segundos nos 100 metros, um dos grandes objetivos dos velocistas do mundo.

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Deste modo, e quando a temporada recomeçar, todos os olhos estarão colocados em Simbine, que provavelmente estará entre os homens mais rápidos de 2020, sendo o seu objetivo melhorar o seu tempo pessoal, de 9s89, alcançado há quatro anos na Hungria. Aliás, o ano de 2016 foi um ano de sonho para o sul-africano, que, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, terminou na quinta posição.

Em março, e momentos antes da crise da covid-19, o treinador de Simbine, Werner Prinsloo, já reconhecia a importância que os Nacionais sul-africanos teriam em 2020 para o seu atleta, como confessou ao Times Live.

«O objetivo é alcançar bons tempos, já que este evento poderá ser a sua única oportunidade para competir nos próximos tempos. Qualquer corrida que tenhamos agora, o plano é ir atrás dos tempos.»

De referir que Simbine ficou bem à frente dos seus adversários em Pretória, concretamente de Henricho Bruintjies (10s08) e Simon Magakwe (10s31).

A verdade é que os 9s91 de março colocaram Simbine no olho do furacão dos 100 metros em 2020 e todos aguardavam com expetativa como o sul-africano reagiria nos meetings com a pressão das outras estrelas da distância, como Christian Coleman, Andre de Grasse, Noah Lyles e Justin Gatlin, ainda mais em ano de Jogos Olímpicos. Não era por acaso que, para Tóquio 2020, o sul-africano já era um dos nomes mais frequentes na lista de favoritos das casas de apostas mundiais.

Todavia, e devido a pandemia do coronavírus, tudo ficou adiado e agora somos obrigados a aguardar com expetativa o regresso das competições para avaliar a real forma do novo ídolo do desporto da África do Su, juntamente com Caster Semenya e Wayde van Niekerk.

No entanto, até ao momento, o rei dos 100 metros em 2020 é Akani Simbine.