RFEA Guia

Numa altura em que Portugal e o mundo procuram aprender a viver numa nova realidade, a Real Federação Espanhola de Atletismo (RFEA) elaborou um Guia de Atuação e Recomendações para a Organização de Competições no qual não defende provas com mais de 200 atletas.

Com este documento, a Real Federação Espanhola de Atletismo procura fornecer aos organizadores de provas no país vizinho uma série de recomendações e linhas de atuação, capazes de ajudar a garantir, em conjunto com as diretrizes emanadas dos serviços de Saúde, a realização de eventos desportivos e de Atletismo mais seguros. Isto, claro está, assim que a pandemia de coronavírus dê mostras de o permitir.

Recorrendo igualmente ao estipulado pelos programas e princípios emanados da Organização Mundial de Saúde (OMS), nomeadamente no que concerne à organização de eventos com a participação massiva de pessoas, este Guia de Atuação e Recomendações para a Organização de Competições defende, desde logo, a manutenção das práticas de proteção pessoal, da parte de atletas, treinadores, juízes e restante pessoal pertencente à organização, como forma de evitar mais contágios. Nomeadamente, a utilização de máscaras, luvas e óculos de proteção sempre que possível, além da manutenção da distância física de, pelo menos, dois metros.

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Na parte das recomendações destinadas aos organizadores de provas, a entidade defende a necessidade de evitar corridas com mais de 200 atletas, recomendando ainda a vigilância ativa, por parte de todos os envolvidos nas competições, dos respetivos sintomas (por exemplo, registando a temperatura corporal duas vezes ao dia, de manhã e à noite).

No caso de ser detetado qualquer sintoma ou suspeita de infeção, esse atleta, treinador, juiz, ou membro da organização deve ser impedido de participar ou marcar presença no evento. A mesma medida deve ser tomada, logo à partida, no caso dos indivíduos pertencentes a grupos de risco, como é o caso das pessoas com mais de 65 anos.

Recomendações para os atletas

Já aos atletas é igualmente recomendado que lavem as mãos, antes e depois dos treinos e competições, mantendo sempre consigo não só gel hidro-alcoólico, mas também produtos de limpeza e desinfeção para aplicação no material utilizado e a utilizar.

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Devido às características da pandemia, a RFEA recomenda também uma hidratação mais frequente, com recurso a garrafas individuais e personalizadas; o evitar da utilização de vestuários, que nesta primeira fase deverão estar fechados; e o mudar de roupa apenas em casa. Sendo que, uma vez despida, deve ser lavada de imediato, a temperaturasde 60 graus no mínimo (também o calçado deve ser desinfetado).

Proibida fica a partilha de material de treino, a menos que tenha sido previamente desinfetado, assim como de bebidas, alimentos, produtos sanitários ou de primeiros socorros. Isto, ao mesmo tempo que os atletas devem respeitar os horários e espaços de treino de cada um, mantendo sempre as distâncias de segurança definidas pelas autoridades sanitárias.

Na deslocações para as provas, os atletas devem, sempre que possível, optar por fazer a viagem com recurso a veículos particulares (carro, moto, bicicleta, etc…) e não a transportes públicos, nos quais, em caso de necessidade, devem ser sempre utilizadas todas as medidas de proteção e higiene, tais com o uso de máscara e a manutenção da distância social estipulada pelos serviços de saúde.

Para conhecer… e cumprir

Parte de um documento muito mais extenso, as medidas aqui elencadas procuram, desde logo, contribuir para um mais rápido regresso à normalidade. Um regresso que, no entanto, procura ser também seguro, consciente e cauteloso, até para que não resulte num retrocesso.

Ainda que dependa, essencialmente, de todos nós que tal não aconteça…