Marta Pérez, atleta espanhola dos 1500 metros, foi bastante crítica em relação ao Mundial de Doha, que termina no próximo dia 6 de outuurbro, domingo.

«Não sei o que fazemos aqui. É um Mundial totalmente artificial, tanto a nível ambiental como em relação a temporada dos atletas», afirmou Marta Pérez à imprensa espanhola.

A atleta, que esteve no Mundial de Londres, há dois anos, questionou todo o dinheiro gasto na realização do Campeonato do Mundo em Doha. Mas também os seus custos ambientais.

«Fez-se um grande investimento económico e pessoal para a realização do Mundial aqui tendo como objetivo que o país desfrutasse do campeonato, pelo menos em teoria. Mas é evidente que eles não o queriam para isso… Quando vais para a pista, vês que as bancadas estão vazias. O Mundial nem é transmitido na televisão.»

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Marta Pérez elogiou o estádio, «que está genial, com instalações magníficas», mas também a organização, «sempre prestável», do Mundial de Doha. No entanto…

«Alguém fez as contas do impacto ambiental da refrigeração do estádio? O esforço que se está a fazer a nível mediático, concorrendo, por exemplo, com a Champions League? Isto não vai servir para nada, já que, quando terminar o Mundial, ele não deixará nenhum legado.»

Marta Pérez, que não alcançou a final dos 1500 metros, agendada para sábado, foi ainda mais longe nas suas críticas ao Mundial de Doha.

«Neste país não posso inspirar nenhuma mulher a fazer Atletismo porque as mulheres que me estão a ver não têm possibilidade, por questões culturais, de fazer o que eu faço.»