Contratado para fazer de lebre na Maratona de Abu Dhabi, o queniano Reuben Kiprop Kypiego não se conformou com o seu papel secundário e acabou por vencer a prova, levando para casa a vitória e um cheque de mais de 90 mil euros.

No dorsal podíamos ler, mais do que o nome de Kypiego, a palavra “lebre”, para que ninguém ficasse com dúvidas do papel do queniano na Maratona de Abu Dhabi, ou seja, a obrigação de Kypiego era ditar o ritmo para os favoritos da corrida, concretamente os compatriotas Marius Kipserem, vencedor do ano passado com 2h04m04 e da Maratona de Roterdão este ano, e Dickson Chumba, vencedor da Maratona de Tóquio em 2018, com um melhor registo de 2h04m32.

No entanto, o jovem de 23 anos, que ganhou a Maratona de Buenos Aires este ano com 2h05m18 (há cerca de 75 dias…), fez tão bem o seu trabalho que acabou por não ser apanhado pelos principais nomes da corrida.

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Por exemplo, na Meia, correu a distância em 1h02m54, terminando a prova com o registo de 2h04m40 (segunda metade em 1h01m46), alcançando assim o grande objetivo dos organizadores, que era correr os 42,195 km em menos de 2h05. Atrás ficaram  Joel Kimurer (2h06m21) e Fikadu Girma Teferi (2h09m16).

Um tempo fenomenal para um atleta que apenas correu a sua segunda Maratona, um tempo apenas atrás de 32 atletas na história da distância. Com este registo, a Maratona de Abu Dhabi consegue estar no Top 10 das maratonas mais rápidas do mundo, um grande feito para uma prova que só tem dois anos de existência.

Na prova feminina, o favoritismo reinou e o triunfo foi para Vivian Kiplagat, com um novo recorde da prova, 2h21m11, o seu novo registo pessoal (era de 2h22m25). Esta foi a terceira vitória da queniana este ano, após Milão e Cidade do México.