Gwen Jorgensen EUA Triatlo

Depois de ter comunicado, ainda em 2017, a decisão de relegar para segundo plano o Triatlo, para apostar na Maratona, a triatleta campeã olímpica em 2016, Gwen Jorgensen, dá agora o passo… ao lado, ao anunciar que pretende dedicar-se às pistas.

Campeã do mundo de Triatlo em 2014 e 2015, e campeã olímpica nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, a norte-americana Gwen Jorgensen surpreendeu tudo e todos ao anunciar, em 2017, a decisão de se dedicar à Maratona.

Também nessa altura, Jorgensen afirmou que, na Maratona, o seu objectivo passaria por lutar pela vitória nos 42,195 km dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

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Contudo, cerca de dois anos após este anúncio, a norte-americana vem agora colocar em stand-by esse mesmo objectivo para assumir um outro: competir em pista, fazendo os 10.000 metros.

«Estou decepcionada, mas também emocionada», começou por afirmar num vídeo entretanto divulgado no seu canal do Youtube.

Apuramento para a Maratona era já em fevereiro

Recorde-se que, já mais recentemente, Gwen Jorgensen havia afirmado que o seu objectivo próximo passava por qualificar-se para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio, nas eliminatórias norte-americanas, agendadas para 29 de Fevereiro.

«Actualmente estou a correr cerca de 70 milhas [112,6 quilómetros] por semana e os treinos têm estado a correr bem. No entanto, quero [enfrentar a Maratona] com confiança e sabendo que tenho possibilidades de qualificar-me».

A (nova) meta dos 10.000 metros

Embora não descartando totalmente o objectivo da Maratona, Gwen Jorgensen acredita que, para já, o melhor será mesmo focar-se nos 10.000 metros. Distância em que, nos últimos anos, tem vindo a mostrar que pode ser competitiva.

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«Acredito que, no futuro, os 10.000 metros ajudar-me-ão a melhorar o meu rendimento na Maratona», comenta, garantindo ao mesmo tempo que «os meus objectivos, relativamente à Maratona, não mudaram. Apenas os prazos mudaram».

Quanto aos Jogos Olímpicos de Tóquio, Jorgensen assegura que continua decidida a marcar presença, embora apenas nos 10.000 metros. «Acredito que é importante não termos medo de mudar os nossos objetivos», afirma  a norte-americana, defendendo que «não posso dizer que tenha falhado os objectivos definidos, até porque continuo a querer competir na Maratona. No entanto, ainda não é a altura certa».