A britânica Dina Asher-Smith, campeã mundial dos 200 metros, confessou que descobriu finalmente o prazer da corrida, de correr muitos e muitos quilómetros. E, ainda por cima, conseguiu ver alguns veados.

Medalha de bronze nos 4×100 metros nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, Dina Asher-Smith confessou a sua alegria com o adiamento de Tóquio 2020 para 2021. Aliás, motivo pelo qual trocou os treinos de sprints e o ginásio (6 dias por semana) pelos treinos longos durante o confinamento. Precisamente num parque ao lado da sua casa, totalmente vazio.

«Entre nós, velocistas, estamos sempre a brincar por não compreendermos como os fundistas correm tantos quilómetros. Com um cenário tão bonito, comecei a entender… Correr num parque entre veados não é algo que normalmente faça. O meu programa habitual consiste em muito ginásio, tiros curtos, fortes e potentes. Foi uma mudança estranha, mas relaxante», admitiu Dina Asher-Smith à BBC quando questionada sobre como está a viver o confinamento na grande Londres, concretamente em Bromley.

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Tricampeã europeia em Berlim 2018 (100 m, 200 m e 4×100 m) e mundial em Doha (200 m, com 21s88), a britânica é uma das grandes esperanças do Atletismo da Grã-Bretanha em Tóquio.

«Era inviável a situação que estávamos a viver. Recordo ter pensado: “Como querem que eu chegue em forma nos Jogos Olímpicos a treinar em casa?“»

No entanto, enquanto a pandemia prevalece, Dina Asher-Smith vai continuar a retirar prazer de correr, desfrutando de algo que não conhecia antes da covid-19.