Caster Semenya e Mo Farah são os nomes mais sonantes da lista de atletas ausentes que não conseguiram a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Mas há outros grandes coredores que não conseguiram carimbar os seus passaportes…

A sul-africana Caster Semenya não conseguiu a qualificação para os 5.000 metros (recorde-se que a atleta não pode correr a sua distância preferida, os 800 metros, devido às novas regras sobre o nível de testosterona). Bicampeã olímpica nos 800 metros, Caster Semenya, de 30 anos, falhou a sua última qualificação no Meeting de Liége esta semana, quando terminou a prova na quarta posição com o tempo de 15m50s12, longe do tempo mínimo olímpico, fixado em 15m10.

Nome sonante também que vai falhar os Jogos é Mo Farah, que não vai conseguir alcançar o almejado tri nos 10000 metros (leia aqui). 

Mas além de Caster Semenya e Mo Farah há outros enormes atletas que vão falhar Tóquio, como é o caso do gaulês Mahiedine Mekhissi, medalha de prata em Pequim 2008 e Londres 2012 e medalha de bronze no Rio 2016, sempre nos 3000 metros obstáculos (além de ser pentacampeão europeu na distância). Na quarta-feira, Mekhissi desistiu no Meeting de Castellon, em Espanha. 

Outro gaulês ausente é o velocista Christophe Lemaitre, que, devido às reações à vacina da Covid-19, não conseguiu manter o seu ritmo nos treinos e acabou por falhar a qualificação para os 200 metros, onde conseguiu o bronze no Rio de Janeiro.

Ausência notada será também do norte-americano Donavan Brazier, campeão mundial dos 800 metros. Nos trials do seu país, terminou na última posição, com o registo de 1m47s88 (o primeiro foi Clayton Murphy, com 1m43s17).

Quem também foi último nas seletivas do seu país foi o jamaicano Omar McLeod, campeão olímpico nos 110 metros barreiras no Rio 2016. Com a melhor marca mundial do ano (13s01), o velocista bateu na primeira barreira e jamais se recuperou, terminando com o registo de 16s22. A prova foi ganha por Ronald Levy, com 13s10.

Já Salwa Eid Naser, do Bahrain e atual campeã mundial dos 400 metros, foi suspensa por dois anos após falhar três controlos de doping no prazo de 12 meses. Ou seja, também é uma das ausentes de Tóquio 2020.