Uma nova geração de corredores começa a germinar no Atletismo. Atletas como Christian Coleman, Noah Lyles e Sydney Mclaughlin brilham com luz própria e começam a empreender um longo caminho rumo ao sucesso tendo em vista deixarem as suas respetivas marcas dentro da disciplina.

Embora seja verdade que quatro grandes nomes se perfilam favoritos nas competições e retumbam com força no cenário das pistas de Atletismo, concretamente Mo Farah, Wayde van Niekerk, David Rudisha e Eliud Kipchoge, o relógio biológico segue o seu curso e, em poucos anos, uma geração de ouro tomará o papel principal para encher de glória as suas nações, concretamente a norte-americana.

Aqui ficam três nomes desta nova geração do Atletismo no qual temos de estar de olho, já que, provavelmente, vão fazer as manchetes da modalidade (e algumas já fazem…), como Christian Coleman, para muitos o real sucessor de Usain Bolt e nome frequente dos amantes de Atletismo e por isso uma das apostas preferenciais na Betway, por exemplo. Mas também gostaríamos de destacar Noah Lyles e Sydney Mclaughlin, curiosamente também norte-americanos.

Christian Coleman, EUA (24 anos): 100 metros

Chistian Coleman é o atual campeão mundial dos 100 metros, a prova rainha do Atletismo. Todos dizem ser o herdeiro da supremacia do jamaicano Usain Bolt. Os Jogos Olímpicos de Tóquio, agora em 2021, é a meta a alcançar pelo norte-americano.

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Apesar de tudo indicar que as marcas de Bolt não serão superadas facilmente (9s58 nos 100 metros e 19s19 nos 200 metros), o jovem norte-americano obteve a medalha de ouro no Mundial de Doha com o tempo de 9s76.

Coleman é o líder mundial nos 60 metros (6s34). De referir que só o norte-americano, assim como Maurice Greene (6s39), conseguiram baixar os 6s40 na história do Atletismo mundial.

Noah Lyles, EUA (22 anos): 200 metros

Lyles é um furor na velocidade, principalmente nos 200 metros. A sua incrível capacidade e a sua grande velocidade ficaram mais que demonstradas ao conquistar vários títulos dourados nas mais diversas competições mundiais.

O norte-americano detém o recorde mundial indoor dos 300 metros desde 2017, com uma marca de 31s87, e já ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2014, em Nanjing, China.

No entanto, a glória chegou com o primeiro lugar no 200 metros no Campeonato Mundial de Atletismo de Doha, no ano passado, precisamente na sua prova de eleição, os 200 metros, onde tem o quarto melhor tempo de sempre (19s50), apenas atrás de Usan Bolt, Michael Johnson e Yohan Blake.

Sydney Mclaughlin, EUA (20 anos): 400 metros obstáculos

A jovem estrela norte-americana Sidney Mclaughlin, de 20 anos, é uma hábil velocista nos 400 metros, com um registo de 50s07. No seu curriculum, por exemplo, apresenta um título mundial juvenil na distância com o registo de 55s94.

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Com apenas 17 anos representou os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, assinando posteriormente o seu primeiro contrato profissional. No Mundial de Doha, alcançou a medalha de prata nos 400 metros com obstáculos, com 52s23 (ficou apenas atrás da compatriota Dalilah Muhammad, que, na ocasião, alcançou um novo recorde do mundo na prova, 52s16).

De referir outros nomes que já despontam pelo mundo e que já estão no olho do furacão de todos (seja nas casas de apostas, como a Betway, mas também na imprensa mundial), como Michael Norman (22 anos), Salwa Eid Naser (21 anos) e Karsten Warholm (24 anos) nos 400 metros e Abderrahman Samba (24 anos) e Rai Benjamin (22 anos) nos 400 metros obstáculos.

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Estes nomes são apenas alguns de uma nova geração que procura encontrar o seu espaço num mundo onde, com a saída de Usain Bolt, foi ocupado em grande parte por Mo Farah, Wayde van Niekerk, David Rudisha e, principalmente, Eliud Kipchoge. O que é interessante notar é que grande parte destes nomes são oriundos dos Estados Unidos, que continuam a ser um celeiro de grandes atletas nas mais variadas disciplinas.

Infelizmente, e devido a pandemia da covid-19 e o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, tudo ficou adiado para 2021, já que os jogos têm o dom de concentrar toda a atenção do mundo no Atletismo de uma só vez, mesmo os que não costumam acompanhar frequentemente a modalidade.

Agora é aguardar mais um ano e esperar que as competições, como a Diamond League, regressem o mais rápido possível para que voltemos a assistir as grandes perfomances de, entre outros, Michael Norman, Salwa Eid Naser, Karsten Warholm, Abderrahman Samba, Rai Benjamin e, acima de tudo, Christian Coleman, Noah Lyles e Sydney Mclaughlin