A Agência Antidopagem do Reino Unido (UKad) revelou que não vai entregar as amostras de sangue e urina de Mo Farah. Tal apenas acontecerá se houver provas credíveis de que as mesmas contenham substâncias proibidas.

Nos Estados Unidos, a USADA comprovou que o mentor do Nike Oregon Proyect, o ex-treinador Alberto Salazar, de «organizar e instigar uma conduta de doping», além de ter traficado testosterona e injetado nos atletas o aminoácido L-carnitina acima das doses autorizadas. Como tal, o ex-técnico de Atletismo de Mo Farah foi suspenso por quatro anos por «incitação ao doping».

As investigações da USADA continuam, mas a Agência Antidopagem do Reino Unido já revelou que não vai disponibilizar as análises de Mo Farah que tem na sua posse.

«A minha opinião é que as mostras recolhidas pela UKad são da propriedade da UKad. Se as recolhemos em nome da IAAF, são da IAAF; se as recolhemos em nome da USADA, são da USADA. », afirmou a diretora da Agência Antidopagem do Reino Unido, Nicole Sapstead, ao jornal The Guardian.

Estas declarações surgem após alguns boatos de que a Agência Mundial Antidopagem poderá pedir análises de alguns ex-atletas da Nike Oregon Proyect orientados por Alberto Salazar, entre eles Mo Farah, que esteve incluído neste projeto entre 2010 e 2017.

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«Apoiamos o trabalho da USADA, jamais houve falta de vontade ou de assistência da nossa parte. Mas quando uma mostra é aberta, cada vez que é congelada, descongelada e novamente congelada, a amostra acaba por perder algumas caraterísticas. A USADA tem de dar provas credíveis sobre o que procura. Não vou arriscar que as nossas amostras fiquem degradadas, já que isso impedirá a sua análise quando a ciência avançar.»

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