Foto: Stephen Scullion Twitter

O norte-irlandês Stephen Scullion tornou-se, na última Maratona de Londres, o atleta mais rápido do seu país na Maratona ao terminar os 42,195 km da capital britânica com o tempo de 2 horas, 9 minutos e 49 segundos. Uma marca só ao alcance de poucos e ainda mais impressionante neste atleta, que até há pouco bebia até desmaiar.

O caso de Stephen Scullion faz-nos definitivamente pensar: em abril, e já depois de ter terminado a última edição da Maratona de Londres com um tempo muito perto das duas horas, o maratonista norte-irlandês colocava um tweet no seu Twitter a dizer: «Sóbrio desde o último Natal. Ainda não me coloquei à prova, mas os bares já reabriram. Vamos ver».

Após publicar este tweet, Scullion deu em seguida uma entrevista ao Irish Times, em que voltou a abordar o tema, narrando um episódio significativo: «Fui para casa no Natal e, por volta do dia 17 de dezembro, acordei neste quarto, curiosamente com o meu próprio vómito, pois tinha bebido demais e tinha vomitado a cama toda.» Laminar.

A verdade é que, não fora a revelação feita pelo atleta, e dificilmente acreditaríamos numa situação como esta. E ainda mais depois do resultado obtido pelo norte-irlandês em Londres. Contudo, o próprio Scullion assume que o problema já se arrastava há bastante tempo.

LEIA TAMBÉM
Novos recordes do mundo nos 50 km no masculino e no feminino

«Acabei reservando um voo de regresso a Inglaterra no dia seguinte e nem sequer fiquei em casa para o Natal. Simplesmente, não confiava em mim próprio para não voltar a beber. E eu tinha visto aquele vídeo do Anthony Hopkins em que ele parou de beber por mais de 40 anos.» Um vídeo que, recorde-se, o vencedor de dois Óscares divulgou recentemente como forma de «comemorar» a conquista da estatueta depois de ter tido problemas sérios com a bebida.

Quanto a Stephen Scullion, estará em princípio, e caso não surja algum contratempo, no próximo mês de agosto para a Maratona dos Jogos Olímpicos de 2020, prova que terá lugar em Sapporo, Japão.

Ainda assim, o norte-irlandês garante que, «honestamente, não acho que tivesse um problema com a bebida. O problema era a ganância […], não sabia como me conter.»

Entretanto, o Instituto de Desporto da Irlanda do Norte arranjou-lhe um psiquiatra desportivo, ao mesmo tempo que começou um tratamento com antidepressivos.

Hoje em dia com 32 anos e apesar de admitir que, em 2017, ainda fumava, Scullion acredita agora que pode voltar a relançar a sua carreira, especialmente depois de se ter tornado o maratonista irlandês com a melhor marca de sempre.