Alvo de uma detenção musculada por parte da Polícia Metropolitana britânica, a mulher do velocista do Benfica Ricardo dos Santos, Bianca Williams, também ela atleta profissional, terá já recebido um pedido de desculpas da força policial devido ao «sofrimento» causado.

A informação foi prestada pela Comissária da Polícia de Londres, Cressida Dick, durante uma audição perante a Comissão Parlamentar para a Administração Interna. A responsável pela polícia londrina revelou que o agente responsável pela detenção pediu já desculpas à mulher de Ricardo dos Santos, Bianca Williams, pelo «sofrimento que claramente causou».

«E eu digo o mesmo», acrescentou.

Já sobre a aplicação das algemas no casal, numa altura em que ambos seguiam de carro com o filho de três meses no banco de trás, a comissária defendeu que esta «deve ser sempre justificada e de acordo com a lei». E, «se houver lições a aprender, nós vamos aprendê-las e sobre o algemamento em particular».

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Recorde-se que a Polícia Metropolitana de Londres anunciou, logo após o incidente, ter pedido, de forma voluntária, um inquérito independente à Agência Independente para a Conduta Policial (IOPC).

Ricardo dos Santos e a mulher acusam polícia de racismo

Tudo aconteceu no último sábado, quando o atleta do Sport Lisboa e Benfica Ricardo Santos e a mulher, a britânica Bianca Williams, regressavam a casa de carro com o filho de ambos, de três meses, no banco traseiro.

Já perto de casa, em Maida Vale, o trânsito terá levado Ricardo a mudar repentinamente de trajeto, o que resultou numa situação de perseguição da parte da polícia que se encontrava a fazer uma operação Stop.

Assim que parou o carro à porta de casa, o velocista foi abordado de forma agressiva e algemado pelos policiais sob a suspeita de cheirar a canábis no interior da viatura.

Ainda dentro do carro, Bianca Williams, especialista nos 200 metros, foi também interpelada e algemada pelos policiais, apesar de ter o filho de meses no carro e estar a gravar toda a cena.

De resto, e segundo Williams, tratou-se de «discriminação racial», algo que, de acordo com a mulher, Ricardo já terá sentido ao ser parado cerca de 15 vezes desde que comprou e passou a conduzir um carro da marca Mercedes.

FOTO: Facebook Ricardo dos Santos