Reda 110 km Poissy

Porque nem todas as paredes são suficientes para prender as boas causas, um recluso francês acaba de cumprir um total 110 km a correr em 9h20… e numa pista com não mais que 140 metros de diâmetro! Objectivo: arrecadar fundos para ajudar as crianças com cancro.

O caso teve lugar dentro das paredes da prisão francesa de Poissy, onde um recluso, de nome Reda, decidiu assumir o desafio de ajudar as crianças com cancro que são apoiadas pela associação Aïda.

Apesar de encarcerado num estabelecimento prisional para condenados com penas longas, que vão dos 10 anos à prisão perpétua, Reda propôs-se a correr 110 km em menos de 11 horas. Sendo que o dinheiro de donativos angariado com o desafio seria entregue às crianças que lutam contra o cancro.

Reda começou então a correr às 6h30 da manhã, só tendo terminado às 15h50 – ao todo, 9 horas e 20 minutos a correr. E com uma dificuldade extra: o local onde este recluso decidiu realizar os 110 km foi uma pista com um diâmetro de não mais que 140 metros.

A ajuda de Reda

Além do esforço físico, a realização de um tal desafio numa pista com não mais que 140 metros de diâmetro acaba exigindo igualmente uma forte capacidade mental. Sendo que, na tentativa de ajudar e motivar Reda, outros dois reclusos correram, a poucos metros deste, uma Meia-maratona – facto que contribuiu para que, em conjunto com Reda, ganhassem a alcunha de “Robin dos Muros”.

Finalmente, e a procurar ajudar todos estes detentos, o pessoal médico, além dos guardas prisionais, mantiveram-se por perto a assistir ao feito.

Apesar de trancado entre quatro paredes e tendo à disposição uma pista com não mais que 140 metros de diâmetro, Reda fez 110 km em pouco mais de 9 horas
Apesar de trancado entre quatro paredes e tendo à disposição uma pista com não mais que 140 metros de diâmetro, Reda fez 110 km em pouco mais de 9 horas

Recluso garante dez mil euros para as crianças com cancro

No final do desafio e uma vez alcançado com o objetivo, o esforço deste recluso, assim como dos seus colegas de prisão, acabou resultando num total de 10 mil euros de donativos para a associação Aïda e para as crianças com cancro que esta ajuda.

Tendo ficado, também e mais uma vez, a demonstração de que, além de fazer bem à saúde, o desporto também nos pode tornar melhores pessoas