Afastada na sequência de um controlo anti-doping positivo por EPO, a atleta francesa Ophélie Claude-Boxberger apresentou a sua defesa, alegando que recebia injeções enquanto dormia.

A defesa apresentada por Ophélie Claude-Boxberger, cuja argumentação é, no mínimo, surpreendente, alega que terá sido um membro da sua equipa que, através de injeções, injectava Eritropoietina (EPO) no seu organismo enquanto dormia.

Alegando que nunca se apercebeu de que estava a ser dopada, Claude-Boxberger acusou, em declarações entretanto prestadas à polícia francesa, o massagista da sua equipa pessoal, Alain Flaccus, com o qual já tinha tido problemas no passado.

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Massagista já terá assumido a culpa

De resto, e naquilo que pode ser encarado como um fantástico argumento de novela, Alain Flaccus já terá assumido que injectava EPO no organismo de Ophélie Claude-Boxberger, sem que estava tivesse conhecimento, após as sessões de massagens a que a atleta se submetia.

«Os factos são claros… Esta pessoa aproveitou-se de um momento de debilidade psicológica e física. Houve premeditação, vontade de acabar com a minha carreira desportiva e aquilo que ele fez foi realizar um ato médico ilegal», afirmou, no testemunho feito perante as autoridades, Ophélie Claude-Boxberger

Verdade ou… protecção?

Apesar da assunção da responsabilidade por parte do massagista, a verdade é que esta história rocambolesca tem ainda muitas interrogações.

Afinal, a corredora de obstáculos francesa Ophélie Claude-Boxberger poderá ter sido dopada, sem o seu conhecimento, com EPO, por um membro da sua equipa pessoal
Afinal, a corredora de obstáculos francesa Ophélie Claude-Boxberger poderá ter sido dopada com EPO, sem o seu conhecimento, por um membro da sua equipa pessoal

Desde logo, porque, e segundo recorda o jornal espanhol Marca, Alain Flaccus e Ophélie Claude-Boxberger já viveram uma situação negativa que, à partida, não deveria ter permitido a reaproximação.

Segundo o periódico, Alain Flaccus terá sido expulso dos estádios há alguns anos na sequência de uma acusação de assédio sexual, apresentada, precisamente, por Ophélie Claude-Boxberger. Mas que, posteriormente, acabou sendo retirada.

O regresso às pistas… e à equipa de Ophélie

Entretanto, e passados alguns anos, Flaccus voltou a aproximar-se de Ophélie, desta feita na sequência do romance mantido com a mãe da atleta, acabando mesmo por, com o passar do tempo, ser integrado na equipa de apoio e que trabalha directamente com Claude-Boxberger.

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Conhecido o controlo anti-doping positivo por EPO, Alain Flaccus terá já admitido, perante as autoridades, ser ele o responsável pela situação, a mesmo tempo que ilibou Claude-Boxberger de qualquer responsabilidade e/ou conhecimento da situação.

Resta agora aguardar os próximos desenvolvimentos deste caso, até para saber se Ophélie Claude-Boxberger voltará às pistas sem qualquer mácula no seu registo