Mo Farah garantiu que não desistiu da sua carreira, apesar de ter falhado a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, ao mesmo tempo que pediu uma posição mais ativa por parte das empresas das redes sociais na luta contra o racismo.

«Sabemos que a nossa carreira é cheia de altos e baixos. Eu sei que a minha carreira vai estagnar em algum momento, isso é a vida. Mas, ao mesmo tempo, não quero terminar assim», admitiu Mo Farah à TalkSport, da BBC, numa clara demonstração de que pretende deixar o Mundo da Corrida pelo seu pé. 

Com o pé esquerdo engessado, fruto de uma lesão que acabou por decidir a sua não qualificação para Tóquio em Birmingham e Manchester, Mo Farah confessou que sente que a sua carreira não terminou, inclusive nos 10 mil metros, embora admita que ela vai passar muito pela Meia e Maratona.

«Quero comemorar com os meus fãs.»

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Mo Farah falou ainda sobre o racismo, numa altura em que a Grã-Bretanha debate os casos que envolveram os futebolistas Marcus Rashford, Bukayo Saka e Jadon Sancho, alvos de insultos nas redes sociais.

«Parece que o racismo está a piorar. Na minha modesta opinião, isso acontece porque antes não existiam as redes sociais.»

O ídolo britânico admite que já foi alvo de insultos racistas e, por isso, pede mais ação por parte das empresas das redes sociais.

«As plataformas digitais devem ser responsabilizadas por aquilo que as pessoas escrevem (…), a verdade é que nada acontece. Há muito mais a ser feito e as empresas precisam fazer mais.»