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Sara Moreira foi a primeira atleta não africana (tanto no masculino como no feminino) a cortar a meta da Meia-maratona de Lisboa (35 mil participantes, entre os quais cerca de quatro mil estrangeiros). A portuguesa alcançou o quinto lugar da classificação geral, com os triunfos a pertencerem ao queniano Kirop Kitwara e a etíope Ruti Aga. Mas o destaque do dia vai para dois britânicos, que alcançaram os recordes do mundo na prova de cadeira de rodas, concretamente David Weir e Rochelle Woods.

 

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Com o tempo de 1h10m17, Sara Moreira, a melhor atleta não-africana e segunda no ano passado, confessou que esperava mais, mas mesmo assim ficou satisfeita com o seu tempo (o seu melhor registo é de 1h09m18, alcançado o ano passado precisamente em Lisboa).

«Queria um pouco mais, mas faltam quilómetros neste período da época, já que centrei a minha preparação neste início de temporada no Corta-mato. O vento na parte final, não ajudou muito. No decorrer da corrida, as minhas adversárias foram mais fortes num determinado momento e não consegui acompanhar. Mas estou satisfeita, contente. Os objetivos da época são os Jogos do Rio de Janeiro e este tempo dá boas perspetivas para a temporada», afirmou à RTP1, que transmitiu a prova.

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A vencedora foi a etíope Ruti Aga, com o tempo de 1h09m16. De referir que as primeiras quatro colocadas correram todas nos 69 minutos, com as colocações a serem definidas através dos segundos. De referir que Dulce Félix foi 12.ª, com o tempo de 1h15m08.

No masculino, a vitória foi para o Quénia, que dominou por completo a prova lisboeta (nove colocados nas 12 primeiras posições). O único a correr abaixo dos 60 minutos foi Kirop Kitwara, concretamente com 59m47. Fecharam o pódio Kiprop Kipkemmoi (1h00m05) e Paul Lonyangata (1h00m11). Em declarações à RTP1, o vencedor da prova considerou que alcançou um bom tempo «com alguma facilidade», acrescentando que era «muito bom correr em Lisboa. Esta Meia-maratona é uma boa corrida».

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O melhor português foi Samuel Barata, visivelmente surpreendido e emocionado com a sua prova. Na classificação geral, 16.º, com o tempo de  1h04m41.

«Procurei dar o meu melhor. Passei por um período menos bom de forma, não estive bem nos Nacionais de Corta-mato, mas tenho trabalhado bem nas últimas três semanas. Queria agradecer o meu treinador Pedro Rocha, mas também aos meus colegas de treinos, amigos e família.»

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No entanto, dois nomes foram as estrelas do dia. O primeiro foi David Weir, medalha de ouro nos 800, 1500, 5000 metros e da maratona nos Jogos Paraplímpicos de Londres 2012. Com o tempo de 42m23, o britânico colocou mais uma vez o nome de Lisboa nas listas dos recordes do mundo, onde já está nos 15 e 20 km, além da Meia-maratona masculina.

«Estou muito satisfeito com o meu tempo. A primeira parte foi bastante difícil devido ao vento, mas consegui superar as contrariedades. O alvo deste ano são os Jogos do Rio, mas antes tenho a Maratona de Boston, por exemplo»

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Mas também a compatriota Rochelle Woods brilhou, já que também estabeleceu o recorde do mundo feminino na prova de cadeira de rodas, concretamente com o registo de 49m49.

Como curiosidade, refira-se que, este ano, na 26.ª edição da Meia-maratona de Lisboa, a Ponte 25 de Abril comemora 50 anos. De salientar ainda que a Meia-maratona de Lisboa vai concorrer a organização do Mundial da modalidade em 2020.

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Top 5

MASCULINO
1) Kirop Kitwara (KEN), 59m47
2) Kiprop Kipkemmoi (KEN), 1h00m05
3) Paul Lonyangata (KEN), 1h00m11
4) Emmanuel Kipsang (KEN), 1h00m14
5) Leonard Komon (KEN), 1h01m30

FEMININO
1) Ruti Aga (ETH), 1h09m16
2) Wude Ayalew (ETH), 1h09m23
3) Linet Masai (KEN), 1h09m33
4) Eunice Chebicii Chumba (BAH), 1h09m55
5) Sara Moreia (POR), 1h10m17