Impossibilitado de correr a Maratona do Pólo Norte devido a pandemia da Covid-19, Jordan Wylie encontrou uma solução e correu uma Maratona numa câmara de crioterapia.

Impossível parece ser uma palavra desconhecida para Jordan Wylie. Após correr uma Maratona em 2018 em três dos países mais violentos do mundo, concretamente no Iraque, Afeganistão e Somália (o projeto Running Dangerously acabou por render um livro, Running For My Life), agora o britânico correu uma Maratona no interior de uma câmara de crioterapia. Tudo devido a pandemia da Covid-19…

Inscrito para a Maratona do Pólo Norte, Jordan Wylie acabou por não a fazer por esta ser cancelada, o que não impediu o britânico de correr a distância. E nas mesmas condições…

Embora não tenha sido no Pólo Norte, Jordan Wylie correu mais perto de casa, em Poole, concretamente na CryoLabs Poole, onde podemos encontrar a câmara CryoAction.

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Evidentemente, a temperatura foi ajustada para -30° C para coincidir com as condições que Jordan Wylie encontraria no Pólo Norte.

«Foi a primeira vez que algo assim foi tentado. Estou acostumado a correr em temperaturas abaixo de zero, algo que já fiz por três vezes, mas esta foi uma experiência totalmente nova.»

Recorde-se que uma câmara de crioterapia é utilizada para proporcionar ganhos crescentes de desempenho, acelerar os tempos de recuperação de lesões, reduzir a inflamação e permitir uma melhor qualidade do sono e aumento dos níveis de energia (leia aqui para saber mais sobre as vantagens da crioterapia no desporto).

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Com uma passadeira no seu interior, Jordan Wylie completou o seu desafio em cerca de 4h00.

De referir que correr a Maratona do Pólo Norte fazia parte do projeto Polar Edition, após Jordan Wylie ter corrido na Sibéria, em Yukon e na Islândia.

Publicado por Jordan Wylie em Domingo, 22 de março de 2020

FOTO: Facebook