Depois das notícias segundo as quais o espanhol se preparava para atacar o recorde das 24 Horas em pista, hipótese que o próprio atleta já veio afastar, Kilian Jornet  fixa para já outros objetivos, a começar pela recuperação da lesão de que padece e que, assume, lhe mostrou que é preciso tempo para que o corpo se possa adaptar a mudanças profundas no tipo de treino.

A explicação sobre o momento que Kilian Jornet atravessa surgiu pela mão do próprio na sua rede social Instagram, com o catalão (o homem mais rápido a subir ao Matterhorn, Mont Blanc, Denali e Everest) a reconhecer que tem «andado a lutar durante o último mês contra uma lesão num glúteo e que me obrigou a descansar».

Jornet revelou igualmente que «tinha planeado fazer várias distâncias de corrida este ano, mas agora o mais importante é recuperar-me bem (…) Talvez no futuro, se as lesões o permitirem, possa vir mesmo a tentar» o recorde das 24 Horas em pista, assume.

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De resto, e a reafirmar a sua confiança, o facto de «poder contar pelos dedos de uma mão o número de dias que, até hoje, fui obrigado a fazer mudanças no meu treino devido a dores musculares ou nas articulações». Palavras que, diga-se, deixam subentender a boa genética com que o catalão foi premiado…

Ainda assim, «este ano, com a mudança nos treinos, acabou saindo tudo ao contrário. Descobri que o meu corpo estava muito bem adaptado a um tipo de desafio, sendo que a mudança profunda de métodos de treino requer também largos períodos de adaptação».

Kilian Jornet Montanha
Kilian Jornet no Monte Branco

Também por este motivo, «hoje, após uma semana de paragem, voltei a correr de novo», revela o espanhol, não descartando voltar a parar por um período mais longo ou a esquiar e a escalar durante algum tempo «para que as articulações se recuperem bem».

O desafio do fisioterapeuta de Kipchoge

Aliás, o também catalão Marc Roig, fisioterapeuta de Eliud Kipchoge e responsável por vários atletas da elite, lançou já um desafio a Kilian: «Ofereço-me para ser teu fisioterapeuta, mas, para isso, tens de vir para o Quénia

Repto a que, diga-se, aquele que é uma das figuras maiores do Trail de montanha já respondeu, brincando: «Sem dúvida que o Monte Quénia me chama a atenção, mas falta-lhe neve.»