Kilian Jornet resolveu abordar um tema que apoquena muita gente mas que poucos falam: o lixo (gel, bidões, plásticos…) jogado para o chão, principalmente dos ciclistas durante as provas.

«Que aplaudamos ou mostremos um desportista a não jogar o lixo para o chão revela o trabalho que ainda temos de fazer. De consciencialização, mas sobretudo de regulação e aplicação de sanções, além do desenho a nível de equipamento», afirmou Kilian Jornet na sua conta do Twitter após o triatleta Iker Gallastegi mostrar uma fotografia da sua bicicleta com os géis presos no banco.

«A nível de regulamentos, quase todos os desportos apresentam pontos sobre não jogar lixo para o chão. O problema é que as sanções são irrisórias ou não se aplicam. Se cada competidor que jogar uma embalagem para o chão for penalizado com um segundo ou até mesmo a desqualificação, nenhum atleta o vai fazer. Acredito que não atirar lixo para o chão deveria ser uma atitude natural do atleta, como não se dopar ou o fair play com outros participantes, organizadores e voluntários. mas, como há casos onde o atleta prioriza o resultado ao comportamento, há que criar estas regulações (…) É sem dúvida um comportamento negativo do atleta, mas a responsabilidade também é das federações, que devem ser mais duras, dos patrocinadores, que não devem tolerar estas atitudes, e das marcas, que devem pensar como guardar o lixo como parte do rendimento.»

Kilian Jornet solicitou assim um esforço das marcas tendo em vista a criação de soluções para este problema do lixo.

«Se um fato de ciclismo ou um calção de corrida têm um bolso pensado para os géis e barritas, porque não têm outro para as embalagens? Um bolso com alguma proteção para não ficar pegajoso, por exemplo… Isto permitiria um melhor comportamento de todos.»

Uma sugestão que foi aproveitada pelo ciclista Haimar Zubeldia, que mostrou como costuma fazer para evitar o envio de lixo para o chão, como pede Kilian Jornet.