A corrida mais antiga realizada no país vizinho, a Behobia – San Sebastián, no País Basco, comemora, este ano, 100 anos de existência. Facto que, no entanto, não a impediu de se adaptar às novas realidades… tecnológicas, estreando o dorsal mais tecnológico de que há memória.

Prova de 20 km, cuja 55.ª edição tem lugar já no próximo dia 10 de novembro, na capital do País Basco espanhol, a Behobia – San Sebastián é, atualmente, a mais antiga corrida oficial realizada em solo espanhol, com a primeira edição a remontar a 1919. Ainda que, de lá para cá, não sendo realizada de forma regular.

Entretanto, e depois de várias alterações no percurso ao longo dos anos, a partir de 2014 a organização decidiu recuperar o trajecto original estreado na edição inaugural, ao longo da estrada N-I. Opção que voltará a repetir este ano.

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A chegada da tecnologia no dorsal

No entanto, e apesa da sua já vetusta idade, não é menos verdade que a Behobia – San Sebastián tem sabido adaptar-se, como poucas, às evoluções tecnológicas que, cada vez mais, marcam as corridas, um pouco por todo o mundo.

Este ano a prever a presença de mais de 33.500 corredores, os organizadores decidiram criar um dorsal tecnologicamente mais avançado… e personalizado, só possível graças à tecnologia e digitalização dos dados dos corredores que se inscrevem nesta prova.

Segundo as informações já divulgadas pela organização da prova, este ano e pela primeira vez vai ser possível incorporar no dorsal de cada atleta até um total de oito parâmetros específicos e únicos de cada corredor.

Mais do que meros corredores, os atletas dos nossos dias, mesmo os amadores, monitorizam cada vez mais os respectivos desempenhos através da tecnologia
Mais do que meros corredores, os atletas dos nossos dias, mesmo os amadores, monitorizam cada vez mais os respectivos desempenhos através da tecnologia

Entre estas informações estão, assim e por exemplo, não somente o tradicional número que consta do dorsal, mas também o nome do corredor, a hora de saída, a cor segundo o tempo de referência do atleta, o patrocinador específico daquele dorsal segundo a franja de tempos em que se insere o corredor, o grupo de saída (que não é o mesmo que a hora de saída) em que se insere, o número do atleta para a organização (e que deverá ser o mesmo do dorsal), o chip com o mesmo número do dorsal na parte traseira e o código QR com os dados médicos do atleta. Sendo que, na traseira do dorsal, constam ainda os números de ajuda e emergência, relacionados com a corrida.

«Procuramos adaptarmo-nos às necessidade de cada corrida mas também às possbilidades que a tecnologia actual oferece», afirma Gabriel Sola, gerente da tecnológica basca Delta, responsável pela elaboração do novo dorsal.

Os atletas, hoje em dia, quando correm, transportam cada vez mais informação consigo relativamente às respostas do seu organismo: as pulsações, as perdas de líquidos, o número de passos, o tipo de passada, etc. Sendo que estas informações também podem ser usadas depois pela organização das provas.

Para este mesmo responsável, soluções tecnológicas como «o código QR, chips e outras tecnologias são cada vez mais frequentes nos dorsais com o objectivo de ter um número cada vez maior de informações sobre cada um dos corredores».