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Reunido esta quinta-feira, o Conselho de Ministros de Portugal definiu as medidas que enquadrarão o decreto presidencial que institui o Estado de Emergência em vigor no país. E que, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Espanha, não proíbe a corrida ou exercício físico no exterior.

Com uma duração inicial prevista de 15 dias, ainda que passível de renovação por igual período, o Estado de Emergência agora instaurado em Portugal não prevê, de resto, o recolher obrigatório. Embora não deixe de recomendar a manutenção dos portugueses em casa.

Não fazendo desta medida uma imposição, as decisões do Conselho de Ministros, que servem para enquadrar o Estado de Emergência instaurado por decreto presidencial, admitem, aliás, a circulação de cidadãos na via pública, sob determinadas circunstâncias:

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  • Aquisição de bens e serviços
  • Desempenho de atividades profissionais que não possam ser feitas a partir de casa
  • Aquisição de bens para trabalhar para quem estiver em teletrabalho
Correr na rua, continua a ser possível, apesar da instauração do Estado de Emergência
Correr na rua continua a ser possível, apesar da instauração do Estado de Emergência
  • Deslocações por motivos de saúde
  • Deslocações por motivos de urgência – transporte de pessoas vítimas de violência doméstica; deslocações a médicos veterinários com os animais domésticos
  • Assistência familiar a pessoas vulneráveis
  • Cumprimentos das funções de tutela partilhada de filhos, ou seja os pais separados podem deslocar-se para visitar ou ir recolher os filhos
  • Deslocações a agências bancárias e de seguros
  • Deslocações de curta duração para efeitos de atividade física

Podemos ler também no decreto que, além de outras, são exceções as «deslocações de curta duração para efeitos de atividade física, sendo proibido o exercício de atividade física coletiva, considerando-se, para este efeito, mais de duas pessoas». Ou seja deixa ao critério de cada corredor o grau de risco na realização de treinos ao ar livre.

Dito de outra forma, os portugueses vão poder continuar a fazer exercício físico no exterior, ainda que com os naturais cuidados que o surto de coronavírus exige. Ou seja, realizando as actividades sozinhas, ou, pelo menos, mantendo sempre a preocupação de cumprir o distanciamento social.

Cabe assim aos portugueses, entre os quais os fãs da corrida que adoram praticar o seu desporto no exterior, fazer com que a situação se mantenha – não apenas por um questão de liberdade, mas também, e principalmente, na defesa da sua saúde…

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