A Maratona de Berlim, agendada para domingo, tem como principal nome o etíope Kenenisa Bekele, que, não esconde, vai procurar superar o recorde do mundo da distância.

Certamente que Kenenisa Bekele não esquece o ano de 2019, quando, devido a dois segundos, não igualou o recorde do mundo do queniano Eliud Kipchoge, 2h01m39 contra 2h01m41. 

Por isso, o etíope não esconde que, para domingo, o seu objetivo é alcançar o registo mundial da distância, o que o obrigou, por exemplo, a abdicar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, uma ausência que defraudou o Mundo da Corrida, já que todos esperavam o duelo com o Kipchoge, que acabou por vencer a prova em terras asiáticas (leia aqui).

«Estou ansioso e toda a minha preparação teve como foco o recorde do mundo. Estou a fazer de tudo para garantir que a minha preparação seja perfeita para esse objetivo», afirmou Bekele.

LEIA TAMBÉM
SportTV 6 transmitirá a Maratona de Berlim no domingo

De referir que Bekele vai correr a Maratona de Berlim pela quarta vez. Além de 2019, correu em 2016 (vitória com 2h03m03) e 2017 (desistiu). Além de querer o recorde do mundo, o etíope, se vencer no domingo, vai igualar o número de triunfos de Kipchoge (2015, 2017 e 2018) e ter apenas uma vitória a menos que a também lenda etíope Haile Gebrselassie (2006, 2007, 2008 e 2009), que, em Berlim, alcançou o registo mundial em 2007 e 2008 com os tempos de 2h04m26 e 2h03m59, respetivamente.

Recorde-se que a Maratona de Berlim tem no seu historial 11 recordes do mundo desde a sua criação, em 1974, sete vezes nos últimos 17 edições.

Kenenisa Bekele, apesar de ser o nome da corrida, terá dois rivais à altura, curiosamente dois compatriotas: Guye Adola (2h03m46, em 2017) e Olika Adugna (2h06m15, este ano).

No feminino, a favorita é a também etíope Hiwot Gebrekidan, já que sustenta o título de maratonista mais rápida do ano, com 2h19m35, em Milão.

LEIA TAMBÉM
As infernais 8 semanas de Bekele nas 2h01m41 de Berlim