Maratona da Sibéria

Especialmente entre os corredores amadores, a escolha do vestuário adequado para correr à chuva ou com frio acentuado pode ser um problema. Motivo pelo qual decidimos dar-lhe uma ajuda, mostrando-lhe como e o que escolher para a corrida!

Quantas vezes não lhe aconteceu já, porque estava a chover lá fora ou demasiado frio, cobrir-se de roupa para ir correr na rua e depois descobrir que não aguenta o calor? Ou então. e apesar dos avisos da meteorologia para o tempo frio, sair com o mínimo de roupa possível… e acabar com frio e até constipado?

A verdade é que, especialmente naquela fase inicial de enamoramento pela corrida, não é raro sentirmos dificuldades em escolher o vestuário de corrida mais adequado para o tempo que faz lá fora. Acabando, não raras vezes, por só nos apercebermos da má escolha quando já vamos longe na corrida.

LEIA TAMBÉM
As dicas de uma corredora com mais de 300 provas nas pernas

Conheça as melhores soluções no vestuário de corrida

Para que tal não volte a acontecer, decidimos dar-lhe uma ajuda sobre a melhor forma de encarar o Inverno. Mais precisamente, falando dos materiais e tecnologias mais indicadas já utilizadas no vestuário de corrida, para a chuva e frio que se avizinham.

Assim, leia, coloque as dicas que aqui deixamos em prática e verá que, pelo menos para si, a corrida será um prazer cada vez maior!

  • Desvalorize a temperatura no termómetro, valorize a sensação térmica
    Comecemos pelo início: mais importante, para um corredor, do que os graus Celsius que o termómetro pode registar, é, sem dúvida, a forma como a temperatura exterior poderá ser sentida pelo corredor. Motivo pelo qual o apurar da sensação térmica deverá ser feito acrescentando entre 7 e 10 graus centígrados ao valor que marca o termómetro exterior. Igualmente importante, o facto de estar ou não Sol, assim como a energia calórica que o organismo vai produzir – quanto mais rápido for o treino ou prova, maior será a energia calórica produzida. A terminar, verificar igualmente se há demasiado humidade ou vento, dois factores que tornam a sensação térmica mais fria, e levar em consideração se se trata de uma pessoa mais friorenta ou mais acalorada.
A Thermolite é um material composto de fibras sintéticas ocas que, além de serem extremamente leves, garantem um elevado isolamento, a par de uma alta capacidade de deixar sair a humidade
A Thermolite é um material composto de fibras sintéticas ocas que, além de serem extremamente leves, garantem um elevado isolamento, a par de uma alta capacidade de deixar sair a humidade
  • O benefício do ar a circular entre as fibras têxteis
    Passando ao vestuário de corrida propriamente dito, importa dizer que, na escolha do vestuário, deverá ser tomada em linha de conta as necessidades, em termos de mobilidade, do desporto em causa, as condições meteorológicas e também a necessidade de deixar sair o suor. Sendo que os especialistas em vestuário desportivo defendem que, mais do que isolar, é a quantidade de ar que a roupa consegue acumular entre o tecido e a pele que importa e mantém o calor corporal.
    Assim, a par de vários materiais térmicos que utilizam um poliéster mais grosso (capaz de incorporar ar entre as fibras têxteis) ou dos tecidos polares (que, com o seu pêlo, criam uma capa de ar entre o tecido e a pele mas que, depois, também se mostram contraproducentes quando em zonas de muita humidade ou em que suamos muito), a indústria têxtil já produz, hoje em dia, fibras sintéticas ocas como a Thermolite. As quais, além de extremamente leves, garantem não só um elevado isolamento, como também uma alta capacidade de deixar sair a humidade. Tornam-se assim perfeitas para ambientes muito frios e húmidos.
    A evitar a todo o custo: o algodão. Tal como todas as fibras naturais, destaca-se pela forma como absorve a água e o suor, tornando-se pesado… e molhado.
  • Isolar com materiais cujos poros são mil vezes menores que uma gota
    Especialmente quando existe o risco do atleta se encharcar até ao tutano, a melhor solução é o vestuário concebido com a tecnologia à base de membranas de polímeros microporosos ou hidrofílicos. Falamos, por exemplo, do Gore Tex, uma membrana de politetrafluoretileno expandido com mais de 9.000 milhões de microporos por cada 2,5 cm quadrados de tecido.
    Sendo que, depois, há ainda outros tecidos repelentes de água, resultado de um tratamento das fibras ou aplicação de uma película de silicone no interior, mas que, por vezes, não só não deixam entrar água, mas também não deixam sair o suor.
    Desta forma, a escolha deverá depender, antes de mais, do tempo que o corredor possa permanecer à chuva – se se tratar apenas de uma chuva passageira, o melhor mesmo é não vestir nada específico…; e o local e duração da corrida – correr em montanha, durante muito tempo, aconselha à utilização de um casaco que não deixe passar a chuva ou até mesmo algo impermeável.
    Sendo certo que, o mais importante de tudo, é poder vestir roupa seca no final.

Continua….