Especialmente para quem, como nós, adora correr, os treinos curtos e rápidos, de velocidade crescente, são um dos momentos em que mais facilmente desfrutamos na corrida. Ainda para mais porque nos ajudam a evoluir!

Treinos com uma duração de pouco mais de 30 minutos, nos quais o objectivo é trabalhar a velocidade de uma forma progressiva, começando a um ritmo controlado para terminar numa intensidade elevada, a corrida rápida e curta pode ser um momento não só de prazer, como também de evolução. Nomeadamente naquelas distâncias mais curtas em que procuramos melhorar as nossas marcas, dando à intensidade o papel primordial.

Contudo, e para que tudo decorra como deve ser, é importante, logo à partida, a planificação correta do treino. Desde logo, porque este tipo de treino não é algo que se faça numa base diária, tal como não deverá ser levado a cabo em permanente alta intensidade.

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Dito de outra forma, este tipo de treino não deverá ser realizado apenas porque me apetece!, mas incluído num plano de treino mais abrangente, num dia específico da semana de treino e também em função da corrida para a qual nos estamos a preparar.

Então, de que forma devo levar a cabo os treinos curtos e rápidos?

Em primeiro lugar, devemos ter sempre presente que este é um treino para ser realizado numa passada rápida, ainda que começando com um ritmo um pouco mais contido, para então ir subindo a velocidade a medida que os quilómetros se vão somando.

Nestas situações, um erro comum é ir para lá do ritmo que pretendemos impor na corrida, transformando o treino numa corrida antecipada.

Assim, mantenha a cabeça fria e nunca se deixe levar pela ilusão da velocidade, de forma a evitar que o organismo seja confrontado com uma carga tal que, depois, não será capaz de assimilar, caindo em seguida numa enorme fadiga muscular da qual será difícil recuperar a tempo da corrida.