Elemento fundamental no apurar das nossas capacidades físicas, nomeadamente durante o exercício físico, a pulsação máxima e a forma como se calcula é algo que qualquer corredor deve ter sempre bem presente.

Falar de pulsação e, mais concretamente, da pulsação máxima, é falar de Saúde, falar daquela que é, em dado momento, a capacidade física de um atleta e, acima de tudo, falar dos limites pelos quais o corredor deve fixar os seus limites.

Explicado de forma simples, podemos dizer que a pulsação máxima de um atleta é o número de vezes que o seu coração consegue bater numa situação de esforço máximo. Sendo que conhecer a nossa frequência cardíaca máxima é também uma forma de poder estabelecer os limites, em termos de treino, que o nosso organismo consegue suportar nesse momento.

Ao mesmo tempo, e com esses dados em mãos, o corredor também pode definir um treino específico que lhe permita evoluir sem estar a trabalhar num estado de cansaço extremo.

LEIA TAMBÉM
Velocidade vs Resistência: como evoluir em ambas

Quanto à melhor forma de apurar o valor da nossa pulsação máxima, existem várias fórmulas que visam ajudar a consegui-lo. Relembramos aqui algumas:

  • Fórmula de Tanaka
    Apontada vulgarmente como a fórmula que consegue o resultado mais preciso e com uma margem de erro menor, a Fórmula de Tanaka para adultos defende que, para apurar a frequência cardíaca máxima de um corredor, basta multiplicar a idade por 0,73 e subtraí-la de 208,75. Ou seja:

208,75 – (0,73 x idade) = frequência cardíaca máxima

  • Fórmula de Robson
    Considerada a fórmula de cálculo mais antiga para descobrir a frequência cardíaca máxima, uma vez que foi concebida em 1939, a Fórmula de Robson passa por multiplicar 0,775 pela idade do corredor e subtrair o valor ao número 212. Ou seja:

212 – (0,755 x idade) = frequência cardíaca máxima

  • Fórmula de Fox e Haskell
    Trata-se da fórmula mais simples para apurar a frequência cardíaca máxima, já que consiste em, basicamente, subtrair a idade ao número 220. Ou seja:

212 – idade = frequência máxima cardíaca

Referir que os estudos mais recentes defendem que a Fórmula de Fox e Haskell já não é adequada para calcular a frequência cardíaca máxima, ainda que seja especialmente simples de aplicar. Assim, o melhor será mesmo optar por uma das outras duas, com a certeza de que, quanto mais exata for a frequência cardíaca máxima apurada, maior será a diferença entre um treino em que o corredor trabalha sempre no limiar da sua capacidade e outro em que apenas serve para ficar sem fôlego.