A nutricionista Joana Almeida revela neste artigo a necessidade de proteínas que precisamos no dia-a-dia e revela que os atletas não necessitam de ser encorajados ou educados para o aumento da sua ingestão de proteínas.

 

As proteínas encontram-se no organismo a três níveis: proteínas plasmáticas – a nível do sangue como a hemoglobina, a albumina, entre outros; proteínas musculares – a nível do músculo que são fundamentais à sua capacidade contráctil; proteínas viscerais – a nível dos diversos órgãos que compõem o nosso organismo.

Constituem apenas cerca de 18% do peso de um homem normal.

Existem 20 aminoácidos e estes estão agrupados em essenciais (têm de ser fornecidos pelos alimentos, uma vez que o nosso organismo não os sintetiza), semi-essenciais (são sintetizados no nosso organismo, formados a partir de dois aminoácidos essenciais) e não essenciais (são sintetizados no nosso organismo, mas a sua designação não significa que do ponto de vista fisiológico não sejam importantes).

As proteínas na dieta alimentar, após a sua digestão e absorção pelo intestino, fornecem aminoácidos ao organismo, dos quais terão dois destinos: o anabolismo (síntese proteica) e o catabolismo (degradação). Assim, os aminoácidos serão utilizados na construção e manutenção dos tecidos, formação de enzima, hormônios, anticorpos, fornecimento de energia e regulação de processos metabólicos.

Necessidade de proteínas ainda em dúvida nos atletas

A proteína fornece uma pequena fonte de combustível para o exercício muscular. São fontes alimentares de proteínas: ovos, leite e derivados, carne e peixe (proteínas animais); leguminosas (soja, feijão, grão, favas, etc.), frutos secos (nozes, amendoins, etc.), cereais integrais, etc. (proteínas vegetais). Uma dieta equilibrada, contendo proteínas de origem vegetal e animal, pode satisfazer com eficácia as necessidades proteicas do organismo.

 

Onde podemos encontrar em grande escala a proteína?
Onde podemos encontrar em grande escala a proteína?

 

Atualmente, a ingestão diária recomendada de proteínas é de 0,8 g/kg/d (gramas de peso corporal por dia) para uma pessoa sedentária. Estudo científicos referem que a ingestão de proteína necessária para suportar o balanço de nitrogênio em atletas de resistência é de 1,2 – 1,4 g/kg/d e, para atletas de força, varia cerca de 1,2 a 1,7 g/kg/d para suportar o crescimento muscular.

Porém, ainda não existem evidências claras e universais quanto ao aumento das necessidades proteicas em atletas, uma vez que os problemas relacionados estão envolvidos em técnicas científicas usadas para medir as necessidades de proteína. Estudos mostram que a maioria dos atletas que consomem dietas adequadas de uma alimentação variada, equilibrada e completa, já fornecem ingestão de proteína acima de 1,2-1,6 g/kg/d, mesmo sem a utilização de suplementos proteicos. Portanto, a maioria dos desportistas não precisa de ser encorajada ou educada para aumentar a sua ingestão de proteínas, ou seja, é preferível que todo o desportista ingira energia adequada de uma variedade de alimentos ricos em nutrientes para alcançar a suas necessidades de proteína.