Um estudo levado a cabo pela Run Repeat, com base nos resultados obtidos em seis das principais maratonas do Mundo ao longo de 10 anos, revela não apenas diferenças de ritmo entre corredores e corredoras nos 42,195 km, mas também que as mulheres conseguem ser melhores a manter o ritmo que os homens.

Utilizando como base os dados de um universo de dois milhões, 348 mil e 505 atletas que, entre 2009 e 2019, competiram nalgumas das maiores e mais importantes maratonas mundiais – Boston, Berlim, Chicago, Londres, Nova Iorque e Paris -, o estudo da Run Repeat revela uma superioridade das mulheres face aos homens na manutenção de um determinado ritmo ao longo dos 42,195 km.

Partindo de um universo em que 2.149.719 aceitaram responder à pergunta sobre o seu sexo, com os homens (1.376.441, ou seja, 64,03%) a dominarem, à partida, face às mulheres (773.278, sinónimo de 35,97%), a investigação salienta o facto de elas serem 18,33% melhores do que os homens a manterem o pace. Isto com eles a registarem, em média, uma subida de 14,7% no ritmo na segunda metade da Maratona, ao passo que, no caso delas, esse aumento é apenas de 11,47%.

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De resto, diferente é também o ritmo médio registado por ambos na primeira metade da Maratona, com elas a manterem uma média de 10m44 por milha (1,609 km), descendo na segunda metade para os 11m38 por milha.

Já no que se refere aos homens, o estudo revela que eles mantiveram, em média, um ritmo de 9m12 /milha na primeira metade da Maratona, para cumprirem depois a segunda metade a um pace também ligeiramente alto, de 10m44 /milha.

De resto, e com base nestes mesmos dados, conclui-se que quase 92% dos corredores analisados correram a primeira metade da Maratona mais rápido que a segunda.

Ainda neste estudo, a conclusão de que «os homens têm melhores médias no final da corrida, embora sejam as mulheres as melhores no imprimir do ritmo».

O estudo da Run Repeat vem, de resto, confirmar algumas das conclusões de trabalhos anteriores, como é o caso do trabalho da aplicação Strava, feito com base no desempenho de 10.000 corredores na Maratona de Londres de 2017. Baseando-se na comparação entre o ritmo imprimido pelos corredores na primeira metade da Maratona face ao pace realizado na segunda, conclui que as mulheres apenas abrandaram, em média, 11%, face ao ritmo na primeira parte, enquanto os homens reduziram a velocidade em 17%.

Finlandesas são as melhores a imprimir o ritmo

Finalmente, o trabalho agora divulgado revela que os cinco países cujas mulheres imprimem os melhores ritmos são a Finlândia, Bélgica, Suíça, Áustria e Noruega.

Isto com o mesmo estudo a defender ainda que as mulheres que melhor ritmo imprimem na Maratona são também aquelas que revelam as menores diferenças entre o pace realizado na primeira metade da prova e o ritmo mantido na segunda.