Um dos mitos urbanos no Mundo da Corrida é «quantos mais quilómetros, melhor». No entanto, não é bem assim para a maioria dos corredores…

Ao longo dos anos, quantos de nós, corredores, não corremos centenas e centenas de quilómetros a pensar que só assim conseguiríamos alcançar os nossos objetivos.

A verdade é que, nos últimos tempos, vários especialistas referem que mais não é sinónimos de bom, pelo contrário.

Se antes (e ainda hoje…) a máxima era «quantos mais quilómetros, melhor», nos nossos dias podemos alterar este mito urbano para «quantos menos quilómetros, melhor», já que a norma agora é centrar no objetivo e não nos quilómetros.

A grande transformação desta alteração de hábitos deveu-se em muito aos estudos referentes ao HIIT (High Intensity Interval Training), ou seja, aos treinos intervalados de alta intensidade, com os especialistas a comprovarem que os benefícios podem ser maiores com a realização de treinos mais curtos, embora de uma intensidade bastante assinalável.

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Hoje integrados em muitos programas de treinos de corrida, estes treinos intervalados acabam por exigir uma qualidade maior em cada quilómetro corrido, prescindindo deste modo da quantidade. Ou seja, os estímulos que apresentamos a cada km é realmente o mais importante.

Hoje, muitos especialistas defendem, por exemplo, que os denominados treinos longos não devem ultrapassar 1h45. Pouco? O segredo é como esses 105 minutos são corridos, ou seja, com os diversos ritmos que apresentamos ao longo da corrida…

Nesta nova mentalidade de treino, há duas regras básicas:

  • Nunca treinar no máximo das nossas possibilidades
  • Dividir os treinos. Por exemplo, se um corredor costuma correr 60 km por semana, é melhor correr 10 km durante seis dias do que 12 km durante cinco dias. No entanto, o ritmo desses 10 km deve ser maior do que aconteceria a correr os 12 km.

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