Mulher a correr rápido

Existem algumas lesões que são mais comuns nos corredores e que estes devem ser capazes de, não apenas preveni-las, mas também tratá-las.

Apesar dos benefícios que a corrida traz, também existe lesões que são especialmente frequentes nos corredores e que estes devem saber reconhecer e até lidar com elas. Saiba do que estamos a falar e como lidar com a situação:

  • Tendinite do tibial anterior
    Também conhecida como canelite, é resultado do excesso de treino, de uma pronação acentuada ou até mesmo de uma passada muito larga.
    Solução: confirme que está a utilizar as sapatilhas adequadas para o seu tipo de passada, procure trocar de ténis a cada 500 quilómetros, aqueça os músculos para o momento da corrida e procure não aumentar em mais de 10% aquilo que corre de semana para semana.

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  • Dor Patelofemoral
    Resultado de um excesso de esforço, um mau alinhamento ósseo, pé chato ou arco elevado
    Solução: procure fazer fisioterapia, nomeadamente trabalho de força e flexibilidade, ao mesmo tempo que deve tentar fazer apenas atividades de baixo impacto, como bicicleta e natação, durante algumas semanas. Não se esqueça de aplicar gelo
  • Tendinite da pata de ganso
    Trata-se de um processo inflamatório, muitas vezes por má adaptação ao movimento da corrida, assim como em resultado de aumentos bruscos do volume de treino
    Solução: também porque a dor e incómodo levam semanas a passar, há que apostar no trabalho de força e flexibilidade
  • Lesões musculares
    Sendo a mais grave a contratura, é preciso ter noção e consciência de que este problema pode afetar o seu treino durante meses
    Solução: como forma de prevenção, aconselha-se um bom trabalho de força e flexibilidade. Já a partir do seu surgimento, impõe-se repouso, gelo, elevação das pernas. Nestes casos, atenção também aos alongamentos, os quais podem mesmo estar proibidos, uma vez que podem levar ao aumento da extensão da lesão.

A terminar, recordar apenas a importância do trabalho de força e de flexibilidade, pelo menos uma vez por semana em ambos com os casos, realizando exercícios específicos para as pernas e pliometria.