Embora seja indiscutível o bem que a atividade física oferece ao ser humano, não é menos verdade que a maioria dos corredores sente mais sofrimento que prazer quando começa a correr. A pensar no atenuar desse sofrimento, a Universidade de Stanford decidiu criar um novo acessório capaz de tornar o momento menos doloroso e mais agradável.

A notícia é avançada pelo norte-americano New York Times, que revela que os investigadores de Stanford desenvolveram uma espécie de exoesqueleto capaz de, entre outras vantagens, tornar o simples ato de correr mais acessível a todas as pessoas.

Ainda de acordo com a mesma publicação, este dispositivo, a que os seus criadores deram o nome de Exoskeleton, consiste numa estrutura em fibra de carbono ultra-leve com correias e cabos ligados a motores externos e que é aplicada abaixo dos joelhos. Quando utilizada, e com a ajuda dos motores, torna substancialmente mais leve o esforço que a corrida exige aos músculos das pernas.

De resto, e segundo os inventores do Exoskeleton, este consegue, à partida, aliviar em cerca de 15% o esforço despendido por um humano na corrida.

«Quando correm, as pernas do ser humano funcionam como uma espécie de mola, sendo que ficámos muito surpreendidos com o facto do sistema de mola não ser totalmente eficaz», afirmou, em declarações reproduzidas no New York Times, o autor sénior do estudo, Steve Collins. «Embora todos nós tenhamos uma ideia de como corremos ou caminhamos, os cientistas ainda estão a tentar descobrir a forma como o nosso organismo humano nos permite deslocar de forma eficiente. E é por isso que invenções como esta são tão importantes».

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De salientar que, embora apresentado ao mundo, o Exoskeleton ainda não está totalmente desenvolvido, sendo que os seus criadores esperam conseguir reduzir ainda mais o impacto do mecanismo no organismo, melhorar os níveis de eficácia resultantes da utilização do aparelho e aumentar a sua eficácia no ato de correr.

Ao correr, as nossas pernas funcionam como uma espécie de molas, que nos impulsionam
Ao correr, as nossas pernas funcionam como uma espécie de molas, que nos impulsionam

Entre os objectivos ainda a alcançar está também a possibilidade de utilização do equipamento sem ester estar ligado a uma máquina externa.

Contudo, e caso os objectivos sejam efectivamente alcançados, não temos dúvidas de que correr tornar-se-á uma actividade bem mais fácil para todos os corredores. Restando apenas saber se continuará a ser igualmente desafiante…